Microsoft anuncia demissão de 18.000 funcionários

Até o final de 2015, Microsoft deverá encerrar ciclo de demissões.

Por | @RafaelaPozzebon Negócios

Nesta quinta-feira (17), a Microsoft anunciou que irá demitir 18.000 funcionários. Este é o maior corte de pessoal da história da companhia, que faz parte da reestruturação da empresa após a compra da Nokia, concluída em abril deste ano.

A maior parte dos funcionários que será demitido trabalha na Nokia, com 12.500 demissões. No total, Microsoft e Nokia contam atualmente com 127.000 funcionários em todo o mundo.

Os funcionários foram informados sobre as demissões através de um comunicado. Satya Nadella, CEO da Microsoft, informou que 13.000 trabalhadores serão demitidos ao longo dos próximos seis meses, o corte total irá acontecer na metade de 2015. O custo com despesas trabalhistas poderá chegar a 1,6 bilhão de dólares.

Nadella explica que os cortes servirão para ampliar a "sinergia" entre as equipes da Microsoft e Nokia. "Vamos simplificar a forma como trabalhamos para nos tornarmos mais ágeis e nos mover rápido", justificou Nadella. "Pretendemos ter menos camadas de administração, tanto de cima, para baixo, quanto para os lados, para acelerar o fluxo de informações e a tomada de decisão."

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"Em segundo lugar, estamos trabalhando para integrar a equipe de Dispositivos e Serviço da Nokia à Microsoft. Vamos realizar as sinergias que nos comprometemos quando anunciamos a aquisição em setembro passado. O portfólio de smartphones vai se alinhar com a direção estratégica da Microsoft. Para ganhar nas faixas mais altas de preço, vamos focar em inovação revolucionária que expressa e vivifica a experiência de vida digital e trabalho digital da Microsoft. Além disso, planejamos mudar o design de produtos Nokia X para se tornarem produtos Lumia rodando Windows. Isso baseia-se no nosso sucesso no segmento de smartphones acessíveis e se alinha com nosso foco no Windows Universal Apps", explicou o CEO da companhia. 

Em 2009, a Microsoft demitiu 5.800 pessoas em virtude da crise econômica mundial. Até então, este era o maior corte já promovido pela companhia.

O anúncio dos cortes foi bem visto por Wall Street. "É cerca do dobro do que o mercado estava esperando", disse o analista Daniel Ives, da FBR Capital Markets. "Nadella está limpando o convés para o novo ano fiscal. Ele está limpando parte da bagunça que Ballmer deixou." 

Ao que tudo indica a Nokia não está entre as prioridades da Microsoft. Satya Nadella assumiu o cargo de CEO da Microsoft em fevereiro deste ano e aos poucos está mostrando os rumos da empresa. 

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