Copa do Mundo Tecnológica

Uma seleção de inovações que proporcionam inúmeras experiências para a Copa do Mundo no Brasil, a edição que promete ser a mais tecnológica da história.

Por | @oficinadanet Tecnologia

Nesse artigo veremos sobre a tão comentada inovação Goal-line Tecnology (Tecnologia da Linha do Gol) que não deixa dúvidas sobre se a bola entrou ou não no gol. Temos muitas outras novidades que fazem desse mundial a edição mais inovadora.

A Copa do Mundo já começou aqui no Brasil e aqueles que acompanharam outras edições perceberam que a nossa Copa do Mundo vai além do fenômeno da popularização de dispositivos móveis permitindo compartilhar vídeos, imagens e interagir em redes sociais, fazendo da população um importante membro da cobertura da Copa.

Tudo é destaque. Os estádios tornaram-se centrais de Informação e Tecnologia, fornecendo detalhes de cada jogador em cada partida, inúmeros aplicativos que proporcionam aos torcedores todos os detalhes, ferramentas de infraestrutura e de comunicação como internet 4G e tecnologia wireless. Tem também as câmeras que voam sobre o campo, o número elevado de câmeras que cobrem cada lance dos jogos. O que antes era privilégio das cabines de transmissão das emissoras, nessa edição está a alcance de todos a qualquer momento.

Segue alguns dos destaques dessa Copa do Mundo com mais detalhes.

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Uma estrutura imensa como as instaladas nos estádio precisam ser alimentadas com grande quantidade de energia, e com sistemas que previnem ou impeçam a interrupção do fornecimento. Para que os eventos não sejam comprometidos os estádios são capazes de gerar sua própria energia através de células voltaicas instaladas em pontos estratégicos.

Spidercam (Câmera aerea sobre os gramados)

Como uma aranha na teia, que permite imagens de qualquer lugar do estádio. Seu design é baseado no capacete dos soldados de “Star Wars”. Usada pela primeira vez em na Copa do Mundo na África do Sul quando uma empresa chinesa pagou 350 mil euros (R$ 766 mil) pelo equipamento completo. Os cabos que sustentam a câmera são feitos de Kevlar, uma fibra sintética de aramida usada também em coletes à prova de bala. Jens diz que toda a estrutura demora três meses para ser construída, mas em apenas um dia e meio é montada no local do evento. 

Copa do Mundo Tecnológica

Câmeras de alta definição

A alta definição das câmeras instaladas nos estádios proporcionam melhores imagens para os que acompanham os jogos fora dos estádios. Tais equipamentos possibilitam melhor alcance e melhor resolução. Além de aperfeiçoar detalhes para o quesito segurança.

Painéis de LED

Em todos os estádios que recebem os jogos da Copa, percebemos gigantes painéis de LEDs. Equipamentos estes com objetivo de iluminação mas também possuem recursos para reproduzir imagens como vídeos, mensagens. Em São Paulo na Arena Corinthians recebeu a maior fachada de LEDs criada até hoje, 170 metros de comprimento e 20 metros de altura, resultado de uma parceria com a empresa fornecedora dos LEDs.

Telões de LED

Dentro dos estádios, os torcedores tem um espetáculo a parte com os telões de LED. A alta definição desses telões possilita o recurso de replay de lances dos jogos, de imagens das torcidas, de mensagens, comunicados oficiais e mais detalhes do mundial.

Goal line Tecnology (GLT) - Tecnologia da Linha de Gol

Devido a erros de arbitragens que decidiram partidas importantes em torneios, na Copa do Mundo do Brasil a tecnologia GLT foi colocada em prática. Veja o vídeo com lances complicados :

E agora, segue dois vídeos que mostram como essa tecnologia funciona:

 


 

fonte: FIFATV

Os campos dos estádios da Copa do Mundo de 2014 marcam um dos maiores avanços tecnológicos no universo do futebol ao receberem a inovação Goal line Tecnology. Na prática, vimos o segundo gol da França contra Honduras ser validado pela tecnologia que julgou se a bola tinha entrado ou não, eliminando o erro humano. A tecnologia monitora a trajetória da bola e alerta o árbrito quando detecta que a bola cruza a linha do gol. Existem diferentes sistemas aprovados pela FIFA, Hawk-Eye, Sistema Cairos GLT, Goalminder, GoalRef e o que está sendo utilizado na Copa do Brasil, o GoalControl que usa 14 câmeras de alta velocidade montados ao redor do estádio onde sete apontada para cada objetivo. Segue um vídeo com uma demonstração do alerta ao árbitro quando a bola cruza a linha do gol:

Acrescentando mais um detalhe que julgo importante para um evento desse porte são os resultados da infraestrutura de telecomunicação, mais especificamente telefonia móvel.

Números da conectividade

Segundo SindiTelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal) a abertura da Copa do Mundo concentrou 135 milhões de ligações telefônicas e mais de 1 milhão de comunicações de dados e acrescenta que a infraestrutura de cobertura indoor da telefonia celular e da banda larga móvel garante o uso dos serviços pelas redes de 2G, 3G e 4G e ressalta que internamente aos estádios que tal infraestrutura permitiu que os torcedores fizessem cerca de 1 milhão de ligações telefônicas e 7,6 milhões de comunicação de dados na primeira partida de cada uma das 12 arenas que sediam o mundial. Equivalente ao tráfego de envio de mais de 7 milhões de fotos, com tamanho médio de 0,55 MB.

Na rede de telefonia móvel, o maior volume de dados trafegados ficou concentrado na tecnologia 3G. No período de sete horas, começando três horas antes da partida e se encerrando duas horas depois do jogo, o tráfego de dados foi equivalente a 3,9 milhões de comunicações de dados pela tecnologia 3G e 1,1 milhão pela tecnologia 4G. O tráfego pelas redes de WiFi foi equivalente a 2,6 milhões de comunicações de dados.

É interessante destacar a quantidade de fluxo de dados. Principalmente quando comparamos esses valores com edições anteriores. O uso cada vez mais intenso de aparelhos com conexão à internet, como os smartphones, tem elevado o tráfego sobre a rede. No mundo, desde 2010, quando foi realizada a última Copa, o número acessos em banda larga móvel subiu mais de três vezes, de 800 milhões para 2,5 bilhões, em 2013, segundo dados da GSMA.

Cobertura - Ao todo, 4.738 antenas fazem parte da infraestrutura interna instalada pelas prestadoras nas arenas. Para a instalação da infraestrutura de telefonia móvel e banda larga, as prestadoras fizeram uma parceria para a implantação de um projeto único, com investimentos de R$ 226 milhões e infraestrutura compartilhada.

Legado – Além da cobertura indoor, que permanecerá instalada nos estádios depois da Copa, as empresas de telefonia também investiram R$ 1,3 bilhão nas cidades que sediam os jogos, ampliando em 28%, em média, a infraestrutura que ficará de legado para a população. Nas 12 cidades, entre 2013 e 2014, foram instaladas mais de 15 mil novas antenas de 3G e 4G. Os clientes das prestadoras contam ainda com aproximadamente 120 mil pontos de WiFi nas 12 cidades. Essa infraestrutura de telefonia móvel vem sendo reforçada por mais de 10 mil quilômetros de fibras ópticas.

E para encerrar, segue uma imagem com a linha do tempo das versões da bola que foi utilizada em cada edição do mundial. E assim comparamos o quão grande foi a evolução tecnológica empregada na fabricação da bola.

Copa do Mundo Tecnológica
Bola das edições da Copa do Mundo de Futebol

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Fonte: FIFA.com

Mais sobre: tecnologia copa2014 Brasil
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