Lançamento do satélite brasileiro em parceira com a China falhou

Satélite brasileiro falha durante lançamento. As causas do problema ainda serão avaliadas.

Por | @oficinadanet Ciência

O lançamento do satélite CBERS-3 do Brasil e China falhou na madrugada desta segunda-feira. A tentativa de colocar em órbita o satélite ocorreu da base espacial chinesa de Taiyuan, na província de Shanxi. De acordo com José Carlos Neves Epiphanio, coordenador do programa de aplicações do CBERS, em virtude do fracasso do lançamento, o equipado poderá ser totalmente perdido.

Conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) ocorreu uma falha de funcionamento do veículo lançador chinês, o Longa Marcha 4B, durante o voo, e com isso o satélite não foi posicionado conforme o previsto.

Segundo o instituto, "avaliações preliminares sugerem que o CBERS-3 tenha retornado ao planeta (...) engenheiros chineses responsáveis pela construção do veículo lançador estão avaliando as causas do problema e o possível ponto de queda".

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Para Epiphanio, a perda do equipamento provoca “uma frustração imensa” tanto entre os envolvidos com o projeto tanto para aqueles que utilizariam seus resultados. “Não há uma instituição no Brasil que utilize imagens de satélite e não seja inscrita no programa CBERS”, afirma. “Seria um satélite que faria a diferença”.

O satélite decolou no horário previsto (1h26 no horário de Brasília) e o Inpe informou que os subsistemas do CBERS-3 estavam em pleno funcionamento durante a tentativa de sua colocação em órbita. No entanto, especialistas de vários locais, como na do Inpe e Cuiabá, no Mato Grosso, quanto os Academia Chinesa de Tecnologia Espacial, não conseguiram se comunicar com o satélite.

"Para assegurar o cumprimento dos objetivos do programa CBERS, Brasil e China concordaram em iniciar imediatamente discussões técnicas visando a antecipação da montagem e lançamento do CBERS-4", afirmou o Inpe em comunicado.

O CBERS-3 seria o quarto satélite do programa sino-brasileiro a entrar em órbita. Ele foi construído pelo Inpe e pela Academia Chinesa de Tecnologia Espacial. O satélite ficaria responsável pela retomada da transmissão de imagens que eram enviadas pelo Cbers-2B, que deixou de funcionar em 2010. 

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