Internautas usam nomes falsos por privacidade na internet

Usuários de internet estão preocupados com falta de privacidade na internet. A maioria deles diz que está tomando mediadas para se precaver, como remover cookies e limpar histórico de navegação, criptografar mensagens, usar nomes falso, usar computadores públicos para navegar anonimamente, etc.

Por | @RafaelaPozzebon Internet

De acordo com um relatório divulgado pela empresa de pesquisa Pew Research, a maioria dos usuários de internet não consegue se sentir protegido pela lei relacionada a privacidade na web. O estudo aponta que 86% dos adultos norte-americanos dizem que evitam ser rastreados usando medidas para isso. Os internautas alegam que estão limpando cookies, criptografando e-mails e ainda usando nomes falsos na internet.

Do total de entrevistados, 21% dizem que já tiveram uma conta de e-mail ou rede social acessada sem a sua permissão. Outros 12% dizem que foram perseguidos ou molestados online. Já 11% dizem que tiveram informações pessoais roubadas, como o número do cartão de crédito ou mesmo a conta bancária.

Além disso, 6% dos entrevistados dizem que já foram vítimas de algum tipo de golpe online que ocasionou na perda de dinheiro. Outros 6% relataram que tiveram a sua reputação comprometida por algo fato que tenha acontecido na internet. Um menor grupo, de apenas 4%  disse que sofreu com perigo físico real em decorrência de algo que aconteceu online.

"Os usuários querem claramente a opção de ficar online de maneira anônima e cada vez mais se preocupam que isso não é possível", disse Lee Rainie, diretor do projeto Pew Internet, da Pew Research. 

As preocupações dos usuários não diz respeito às recentes revelações do caso PRISM, onde a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) tinha acesso aos dados de usuários de várias empresas ligadas ao meio tecnológico.

"Suas preocupações se aplicam a todo um ecossistema de vigilância. Na verdade, eles têm a intenção de tentar mascarar suas informações pessoais contra hackers, anunciantes, amigos e familiares do que evitar a vigilância por parte do governo", completou o executivo. 

Mais sobre: privacidade, internet, usuários
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