Operadoras mais uma vez não cumprem com as metas estabelecidas pela Anatel

De acordo com entrevista concedia pelo presidente da Anatel na última sexta-feira, 26 de julho, as operadoras de telefonia móvel mais uma vez não conseguiram atingir as metas estabelecida pela agência reguladora.

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Operadoras mais uma vez não cumprem com as metas estabelecidas pela Anatel

Mais uma vez as operadoras de telefonia móvel não cumprem com a meta estabelecida pela Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel. A meta traçada que era de 98% de acesso à rede de dados, as empresas atingiram apenas 96,71%.

Esses dados foram repassados pela própria Anatel na última sexta-feira, 26 de julho, em uma entrevista concedida a imprensa. Dentre todas as operadoras que existem no Brasil, apenas a Claro conseguiu alcançar a meta da taxa de acesso à rede, com 98,94%; a operadora Vivo que aparece em segundo lugar atingiu 96,10%, enquanto a TIM e Oi, atingiram respectivamente 95,98% e 95,45%.

Já no segmento de divisão de acesso por tecnologia, todas elas conseguiram atingir com o objetivo na rede 3G, alcançando os 98%; mas o grande problema ficou com a conexão 2G, que apenas a Claro atingiu a meta dos 98%, com 98,96%, sendo que a TIM, a Vivo e a Oi aparecem com 95,81%, 95,71% e 95,41% respectivamente.

Para João Rezende, presidente da Anatel, as empresas precisam investir mais para atingir esses objetivos, com isso Rezende ainda afirmou dizendo que: "A rede de dados precisa alcançar os níveis de qualidade que a Anatel impôs ou assim não precisa mais estabelecer metas; houve sim uma melhora, mas é preciso avançar ainda mais".

As metas traçadas pela Anatel para acesso de voz e dados foram cumpridas por todas as operadoras. De acordo ainda com os dados repassados durante a entrevista, de agosto de 2012 a abril de 2013, 6,1 milhões de novos usuários foram agregados a rede, onde neste mesmo período, 8,4 milhões de linhas de 2G foram canceladas e 14,5 milhões de linhas de 3G foram habilitadas, enquanto na nova tecnologia 4G, foram habilitadas 48.459 linhas.

Para encerrar, João Rezende ainda declarou dizendo que: "Cada empresa tem uma estratégia, mas o que podemos notar é que está havendo uma migração para a experiência de banda larga móvel e internet no celular, sendo que isso nos mostra que de fato as operadoras têm que cuidar e muito com os investimentos em rede e antenas", afirmou Rezende.

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Rafaela Pozzebom
Rafaela Pozzebom Graduada em Letras pela UFSM e especialista em Tecnologias da Informação e da Comunicação aplicadas à educação
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