Netflix leva mais uma estatueta do Oscar

Oscar de uma categoria menor, ok. Oscar de uma categoria intermediária, ok. Será que o Oscar de uma categoria grande está por vir?

Por Netflix Pular para comentários
Netflix leva mais uma estatueta do Oscar

Fazia tempo que os principais serviços de streaming produtores de conteúdo do mundo estavam beliscando o Oscar e esperando o momento de serem reconhecidos com o aval da academia, que, por mais irrelevante que possa ser na prática, é necessário para dar legitimidade ao novo mundo de produtores de conteúdo.

Neste ano somente a HULU das 3 grandes produtoras originais para streaming ficou de fora do Oscar. A Amazon concorreu com The Big Sick, nomeado para o melhor roteiro original, enquanto que a Netflix concorreu com Mudbound, nomeado para melhor roteiro adaptado, melhor fotografia (sendo Rachel Morrison a primeira mulher indicada a esta categoria), melhor canção original e melhor atriz coadjuvante.

Embora a Amazon possa ter saído de mãos abanando em 2018, no ano passadoo filme Manchester by the Sea - o qual ela também foi a distribuidora mundial - levou a estatueta de melhor ator e roteiro original, enquanto The Salesman ganhou o melhor filme em língua estrangeira.

Claro que a Netflix deve ficar feliz pela Amazon, mas não tão feliz quando ela mesmo ganhar o tão aguardado Oscar por conteúdo original, que ela busca desde seu primeiro grande longa, Beasts of No Nation, de 2015. É por isso que a Netflix precisou firmar um acordo com alguns cinemas de Los Angeles para exibir suas produções originais por lá, já que é preciso exibir o filme em pelo menos 1 cinema da cidade californiana para participar do Oscar. 

Até então a melhor presença no Oscar da Netflix havia sido em 2017 quando ganharam o prêmio de melhor curta documental com o título Os Capacetes Brancos. E se o objetivo é melhorar um pouquinho mais a cada ano, eles já podem comemorar. Isso porque ontem à noite o documentário Ícaro, um original Netflix levou a estatueta de melhor documentário - uma categoria intermediária e mais importante do que melhor curta documental, mas ainda menor do que melhor filme, melhor atriz, etc.

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O roteiro segue os passos do ciclista amador Bryan Fogel que passa a descobrir a verdade sobre o doping nos esportes e decide entrar de cabeça num experimento ousado para comprovar a incompetência do método de controle dos atletas aplicado pelo Comitê Olímpico Internacional. Sua investida, no entanto, sai do controle e se transforma em algo muito maior quando o médico russo que o orienta no processo se vê no centro de um enorme escândalo que compromete os resultados do país nas últimas Olimpíadas de verão e inverno e envolve até a temida agência russa de segurança.

Caso você não tenha entendido o porquê dos atletas russos terem participado das Olimpíadas de inverno da Coréia, ocorridas no mês passado, sem usar a bandeira do país o documentário é um excelente ponto de partida para entender toda a questão.

Mas passado a euforia da vitória de ontem à noite, a ordem na Netflix é focar no filme The Irishman, que estreará em 2018 e contará a história de Frank "O Irlandês" Sheeran, um ex-líder sindical acusado de envolvimento com o crime organizado. Ao que tudo indica o longa dirigido por Martin Scorsese e com os clássicos mafiosos Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci no elenco tem tudo para ser um forte cadidato ao Oscar 2019.

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E aí, será que o ano que vema grande vitória vai acontecer?

 

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