O Linux é conhecido no mundo todo pela sua segurança. Inúmeras companhias utilizam o sistema com o intuito de garantir menos riscos de exposição e possíveis ataques. Porém, o que hoje é sinônimo de segurança pode se tornar uma ameaça no futuro. 

Recentemente, Greg Kroah, líder do núcleo Linux, anunciou o novo código de conduta para os desenvolvedores que trabalham com o sistema operacional Linux. Kroah cita que a intenção é que os ambientes corporativos que façam uso do sistema possam se tornar mais "humanos".

Kroah acredita que os desenvolvedores possam ser pessoas mais receptivas para o mundo, em contrapartida, um grupo mais conservador não concordou com a intenção e ainda ameaçou deixar o sistema vulnerável.

Confira o novo código de conduta:  "No interesse de fomentar um ambiente aberto e receptivo, nós colaboradores estamos trabalhando para tornar nossa comunidade livre de perseguições, independente de idade, estatura, deficiência, etnia, características sexuais, identidade de gênero, nível de experiência, escolaridade, situação socioeconômica, nacionalidade, aparência, raça, religião, identidade e orientação sexual". 

Após a declaração, os desenvolvedores insatisfeitos ameaçam remover licenças de códigos inclusos em patches e módulos do Kernel. Em resumo, em algum tempo, o sistema iria se tornar vulnerável a ataques.

Após ameaça dos desenvolvedores contra inclusão, Linux pode ficar vulnerável.

Novas regras devem ser impostas, incluindo banimento de qualquer colaborador que desrespeite outras pessoas, independente da situação. O novo Código de Conduta implementado recentemente é uma exigência antiga da comunidade LGBTQ+, como forma de tornar o ambiente Linux mais inclusivo e diverso. Após entrar em vigor, o Linux passou a banir todo contribuinte que não está de acordo com o código. 

Em razão da versão GPL 2 da licença do Linux, os desenvolvedores contam com direitos autorais sobre códigos que criam e compartilham. Assim, se eles forem impedidos de contribuir, os desenvolvedores que são contra o novo código de conduta poderão reclamar a propriedade sobre os patches implementados.

A comunidade Linux teria como alternativa o chamado "kill switch", ou seja, a remoção do código. Caso isso ocorra, a longo prazo, o Kernel do Linux ficará com lacunas em aberto e deixará muitos cantos na internet totalmente inseguros. As companhias que utilizam o sistema ficariam também mais vulneráveis a ataques.

De qualquer modo, alguns especialistas divergem sobre o assunto.  Richard Stallman, fundador do GNU e da Free Software Foundation comenta que o plano dos desenvolvedores anti-Código de revogação de suas condutas é "equivocado". Mesmo assim, a única coisa que nos resta fazer é aguardar pelos próximos capítulos e com isso poder avaliar a gravidade das ações.

Fonte: Lulz | Via MeioBit