Review Warrior Perseus | Ele vale a pena?

Assim como testamos o Warrior Kane, teclado mecânico da, hoje vamos analisar o mouse Warrior Perseus, modelo M0275. Ele custa na faixa dos R$100 e disputa com mouses como o Redragon Stormrage, Cougar Minos XT e Corsair Harpoon.

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Review Warrior Perseus | Ele vale a pena?

A Warrior é uma divisão da famosa Multilaser, e seu foco é em produtos gamers de baixo custo, você provavelmente já se deparou com vários produtos da marca em vários locais, principalmente em lojas de informática - eu não sei porque eles gostam tanto dos produtos, mas toda loja que vou tem umas 3 paredes de produtos gamers da Multilaser - e assim, foste introduzido a marca.

Hoje, nós vamos analisar o mouse Warrior Perseus, modelo M0275. Ele custa na faixa dos R$100 e disputa com mouses como o Redragon Stormrage, Cougar Minos XT e Corsair Harpoon.

Warrior Perseus
Warrior Perseus

Vamos então descobrir o que a marca preparou para o seu mouse e se ele realmente vale ou não a pena ser comprado, vamos conferir todos os aspectos do mouse, tanto externos quanto internos.

Construção Externa

O acabamento externo do mouse é quase todo emborrachado, com as ressalvas sendo os botões centrais na área superior do mouse, porém até o centro externo do scroll é emborrachado. Na parte superior, temos borracha fosca, com cortes para o logo da marca - que é iluminado - e, obviamente, para os botões de iluminação e DPI.

Logo da Warrior iluminado
Logo da Warrior iluminado

Nas laterais encontramos mais borracha. No grip do mouse temos borracha glossy em formato de hexágonos, igual ao King Cobra, enquanto que a frente e atrás dos grips temos borracha opaca. Também encontramos 2 botões laterais de cada lado, tornando-o um mouse realmente ambidestro. Além disso, ainda há a linha RGB superior e inferior, contornando o grip lateral.

Grip emborrachado e iluminação
Grip emborrachado e iluminação

Embaixo ainda continuamos com o tema de borracha, também temos várias informações sobre o mouse como o QR Code e nomenclatura do mouse. Assim como no teclado, também temos informações do importador. Algo que vocês já notaram caso tenham visto a imagem, é o botão inferior, e ele serve para alternar entre o clique esquerdo e direito para o principal, implementação simples e que funciona muito bem.

Embaixo do mouse (teflons foram repostos)
Embaixo do mouse (teflons foram repostos)

Se tratando do cabo, ele tem o acabamento externo em Nylon e é flexível até, além de não ser muito pesado, algo que me agradou. Acabo por preferir o cabo do Perseus do que o do MasterMouse Pro L, da CM que é rígido e não muito flexível. Porém o conector é o contrário, não é do formato padrão e é um pouco mais alongado, enquanto que o da CM tem tamanho regular, o que me agrada muito mais.

Cabo e conector do Perseus
Cabo e conector do Perseus

Se tratando de peso e deslize, o mouse é um tanto quanto pesado, e isso é nítido logo que você o coloca em cima do mousepad, e imaginei que o má deslize era por causa do peso, mas mesmo após removendo este peso, o deslize se manteve mediano.

Se tratando de formato e pegadas, ele é um mouse que consideramos de tamanho médio, com boa pegada para pessoas que usem Fingertip ou Claw, mesmo que tenha mãos grandes. Já se você usa a pegada Palm, e conta com uma mão maior do que a média, recomendo procurar por outro modelo, pois o Perseus fica bem pequeno na mão e acaba por atrapalhar o uso. No meu caso, não tive nenhum problema ao usá-lo, tirando o seu peso.

Em geral, sua construção remete bastante a de um mouse de entrada/intermediário, não ficando muito atrás do Redragon King Cobra, por exemplo. As minhas dicas aqui ficam por retirar o emborrachado e deixar somente um plástico fosco, algo que vemos em vários outros mouses de todas as faixas de preço.

Construção Interna

A construção externa é a nossa caixa de surpresas neste mouse, pois a única coisa que sabemos é que ele tem um sensor Avago 3050. O mouse é um pouco chato de abrir, e não por causa dos parafusos, que são apenas 2 posicionados embaixo do teflon traseiro, mas sim por causa dos encaixes internos. É bem provável que você quebre um dos encaixes na hora de abrir ou de fechar o mouse, então tome bastante cuidado.

Encaixes ficam na parte frontal, logo a frente dos switches principais
Encaixes ficam na parte frontal, logo a frente dos switches principais

Ao abrir o mouse, a primeira coisa que notei foi um peso posicionado em sua carcaça superior, e a primeira coisa que fiz foi removê-lo. Já disse e repito novamente: pesos internos não devem ser colocados. Não tenho a balança comigo hoje, mas ele tem no mínimo 25 gramas, e quando removido, deve ficar bem próximo das 100 gramas.

Mas, seguindo para os componentes internos do mouse, temos algo que mais uma vez mostra que a Warrior está dando passos na direção certa. Nada de cola por tudo que é lugar, ou peças com gambiarras. Temos uma PCB aparentemente bem organizada, com componentes de qualidade decente para o preço.

Começando pelos botões principais, onde encontramos switches Huano Blue, os mesmos utilizados em mouses como os da Zowie, que custam em volta dos R$400. Eles não são modelos topos de linha, mas já estão inclusos na lista de componentes de boa qualidade e não há problemas em usá-los aqui.

No switch de DPI e de iluminação, temos switches Red da ___, que assim como os Huanos, não são os melhores do mercado, mas por serem botões que serão - possivelmente - pouco usados, não vemos problemas novamente.

O botão do scroll ficou novamente com um Huano, desta vez no modelo White, e de dupla com a Huano, temos a TTC de codificador do scroll. A combinação de switches principais + switch do scroll + codificador ficou muito boa para o preço do mouse.

Nos botões laterais temos 4 Tactile Square Black, de marca desconhecida e que fica difícil dizer qual será a sua durabilidade. O que posso dizer, é que o suporte para estes switches foi feito em metal, o que dificulta que um dos botões laterais entrem na carcaça, algo que acontece bastante em mouses mais baratos - e até em alguns mais caros.

O sensor fica realmente em um Avago 3050, e é o componente que eu realmente recomendo a Warrior trocar. Creio que a construção geral do mouse está boa pelo preço (R$ 100-120), mas o sensor está realmente fora do lugar e não deve ser colocado em nenhum mouse focado no público gamer, por causa de sua baixa qualidade de rastreio.

Na parte de iluminação encontramos LEDs 3528 RGB, e são 10 no total. Infelizmente, como vocês verão na parte de iluminação aqui do review, eles ou não tem potência o suficiente para iluminar bem, ou o acrílico usado para espalhar o brilho é de muita má qualidade - e eu aposto que seja a última opção.

Realmente não tenho muito do que reclamar na parte interna, os componentes são de qualidade decente - tirando o sensor - e batem com o preço de venda do mouse. O que recomendo que a marca faça, é parar de focar em mouses cheios de frufrus, e foquem no que é realmente importante. Com o tanto de material e peças que são quase que jogadas fora neste mouse, poderiam ter subido o sensor e mantido o preço, e assim ter um mouse bom, e não só durável.

Como sempre, aqui está a galeria de imagens da parte interna do mouse, aproveitem.

Rastreio e Desempenho

Lembra que vimos um sensor AVAGO 3050 no momento em que abrimos o mouse? Então, ele é um sensor de entrada que não foi projetado para jogos do tipo FPS, por exemplo, então não espero com que ele passe nos testes mais extremos feitos aqui.

Teste de Rastreio

Aqui verificamos como o mouse rastreia os movimentos que fazemos, se ele tem boa qualidade de rastreio e consegue reproduzir os movimentos que fazemos com as mãos corretamente.

E como vocês podem ver nas imagens acima, o seu rastreio em baixas DPIs não é ruim, inclusive me impressionei bastante com a implementação que a Warrior fez do sensor, é uma das melhores que já vi em um 3050, porém ele tem limites, e eles ficam claros nos testes.

Em 500 e 1000 DPI há mínima distorção, já acima disso ela começa a aumentar gradativamente até chegar no limite de 4000 DPI. Como falei acima, é uma das melhores implementações deste sensor, e por este motivo as imagens não ficaram tão feias, mas a distorção é visível e está presente, e é por limitações do sensor.

Aceleração

Neste teste, verificamos se o mouse mantêm a mesma distância percorrida indo do ponto A para o ponto B, e depois voltando para o ponto A. Se ele passar do ponto, o mouse conta com aceleração positiva, se ele não chegar no ponto, ele conta com aceleração negativa, e se ele ficar no mesmo ponto, o mouse não conta com nenhuma aceleração (perfeito).

Teste de aceleração
Teste do paint
Teste de aceleração

O Perseus conta com um pouco de aceleração negativa, e ela se mostrou presente em todas às vezes que o teste foi realizado, confirmando o problema.

Paint

O paint serve para testar duas coisas: pixel shifting e reforçar o teste de aceleração caso ela seja positiva. Pixel shifting é quando após alguns movimentos específicos da mão, o mouse começa a "andar" para certa direção, e isso seria uma falha na implementação do sensor, como já vimos em alguns topos de linha, vamos ao resultado do Perseus.

Teste do paint
Há seções quase sem luz

Como o mouse tem aceleração negativa, ele acaba por puxar o círculo que faço com a mão para o centro, concentrando todo o desenho ali. Mas, pelo menos pudemos ver que não há nenhuma "caminhada" do sensor, pois ele se manteve no mesmo local.

Iluminação

Este aspecto era um dos pontos fortes no teclado da marca, o Kane TC236. Será que a Warrior conseguiu manter o nível no Perseus?

Há seções quase sem luz
Falta de luz acontece em ambos os lados

Como vocês já devem ter percebido nas fotos acima, infelizmente não. A iluminação do mouse é RGB e pode ser controlada via software, mas os LEDs são muito fracos e acaba deixando uma aparência bem ruim no mouse, tanto que prefiro deixar ela desligada.

Temos iluminação da logo na palma da mão e nas duas laterais com anéis que circulam o grip lateral. A iluminação da logo na palma não é ruim, e dá um aspecto legal a parte traseira do mouse, porém, são nas laterais onde a inconsistência e o claro espaçamento entre os LEDs aparece.

Falta de luz acontece em ambos os lados
Tela inicial

Comparando o Perseus com seus concorrentes no aspecto de iluminação, ele não agrada, com competidores como o Minos XT tendo excelente iluminação e recebendo vários elogios neste aspecto, fica ruim dar algum ponto ao modelo da Warrior, fazendo com que a minha recomendação seja de deixar os LEDs desligados.

Software

Enquanto que a iluminação deixou bastante a desejar por causa de seu brilho, o software é um bom upgrade em relação ao Kane, com muito mais funcionalidades e menus bem mais completos.

O caminho para baixar o programa continua o mesmo, você deve entrar no site da Multilaser e ir na sessão de suporte. Digite o nome do seu produto, e assim que encontrá-lo, basta acessar a página, descer e baixar o software. Claro que, pra facilitar pra vocês, deixo o link direto.

Vamos então começar a explorar este programa, começando pela tela inicial, que nos deixa na parte de configurações de funções de botões. Há um total de 11 botões que todos podem ser configuráveis, e há várias funções já pré-definidas dentro do programa para você usar.

Tela inicial
Parte de Iluminação

Na segunda aba, temos as configurações de iluminação, onde você pode alterar entre os 4 efeitos disponíveis, além de escolher a cor ou cores preferidas para serem exibidas no mouse. Também é possível regular a velocidade - se aplicar ao efeito selecionado - e também desligar os LEDs por completo. Queria poder deixar somente a logo da Warrior acesa, mas infelizmente não é possível.

Parte de Iluminação
Parte de macros necessita de revisão

No gerenciamento de macros podemos criar, deletar, importar e exportar macros. Uma coisa que já digo é que o botão "Iniciar Gravação" não funciona, e para gravar algum macro, é necessário clicar com o botão direito dentro da janela de "Ações da Macro". Felizmente, isso é algo simples de ser arrumado, então quando a marca resolver este "pequeno" problema, atualizo este post.

Parte de macros necessita de revisão
Parte de DPIs

Na penúltima aba, temos as configurações de DPI. Temos um total de 5 estágios, e eles não podem ser desabilitados ou expandidos, você está preso com 5 níveis de DPI. O incremento de cada DPI acontece de passos de 250, então não é possível selecionar 400 DPI, por exemplo, mesmo se digitando.

Parte de DPIs

Na última parte do programa, temos o ajuste de tempo de resposta, velocidade do scroll, velocidade de ponteiro (Windows), Realçar Precisão do Ponteiro (Windows - deixe desativado) e velocidade do duplo click. Aqui, a sua preferência que manda, tirando a de aprimoração de ponteiro, que adiciona aceleração ao rastreio do mouse.

Aba de configurações gerais
Aba de configurações gerais

O programa é simples, mas é sem dúvidas melhor que o usado no Kane. A tradução ainda pode melhorar um pouco, principalmente na parte de macros, que parece uma tradução direta do Google Tradutor. Não experienciei crashes durante uso, mas ao iniciar o programa, o mouse trava por alguns segundos, então recomendo deixá-lo fechado durante o uso normal.

Veredito

Gostaria de ter chegado a uma conclusão diferente neste review, mas infelizmente a Warrior ainda tem muito a arrumar em seus produtos, e espero que eles tomem o mesmo rumo que a Redragon, em escutar os reviews e realmente melhorar seus produtos.

Infelizmente temos vários aspectos ruins no mouse, como a iluminação, sensor, peso e acabamento todo emborrachado. Para um AVAGO 3050, o rastreio não está ruim, o que mostra que sua implementação foi bem feita, o problema é o próprio sensor: ele não consegue rastrear movimentos mais bruscos, e com a competição usando sensores muito acima desse nível (Pixart 3320/3325/3327), eu creio que posso cobrar isso da marca.

Outra coisa é a iluminação, que se for para ser assim, é melhor não ter. Imagina se tivessem economizado nos LEDs e gasto essa quantia extra em componentes melhores? Seria perfeito, não?

Warrior Perseus

Na parte interna do mouse, enxergamos que a devida atenção foi dada, principalmente para os switches principais e scroll, que devem durar bastante tempo, mas infelizmente o empecilho ainda é o mesmo: o sensor.

E no final, acabou por dar um Não Indico ao mouse, mesmo com a garantia de 3 anos, e isso vem dos concorrentes no mesmo preço ou que custam pouquíssimo mais, e que tem sensores que podem ser usados em qualquer jogo, algo que o Avago 3050 não consegue.

A Warrior está indo na direção certa, e são poucas as correções que a marca precisa fazer para virar uma boa recomendação no país, e estamos na torcida para ver essas mudanças vindo da marca.

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