Durante muito tempo, falar em setup gamer era falar principalmente em computador potente e uma boa tela. Mouse, teclado e headset apareciam quase como acessórios complementares. Mas essa lógica mudou, pois à medida que o gaming se tornou mais competitivo, profissional e diversificado, os periféricos passaram a ocupar um papel central na experiência e, em alguns casos, a diferença entre uma boa partida e uma excelente performance pode estar justamente nos detalhes.
A evolução dos setups acompanha uma transformação maior no próprio comportamento dos jogadores. Hoje, não existe uma única maneira de jogar. Há quem esteja descobrindo os primeiros jogos, quem busque elevar seu desempenho, profissionais de esports, criadores de conteúdo e até quem encontre no Sim Racing uma porta de entrada para o universo do automobilismo. Para cada perfil, surgem necessidades diferentes de precisão, velocidade, conforto e personalização.
Essa diversidade também aparece na evolução do mercado. Segundo a Newzoo, o PC ultrapassou 1 bilhão de jogadores globalmente e segue como uma das principais forças de expansão da indústria. Ao mesmo tempo, o tempo dedicado aos games está mais distribuído: títulos fora do grupo dos maiores sucessos vêm conquistando uma parcela crescente da atenção dos jogadores. Isso significa que o setup precisa acompanhar uma experiência de jogo cada vez mais ampla, e não apenas um conjunto restrito de títulos competitivos.
É nesse contexto que os periféricos deixaram de ser apenas dispositivos de entrada e passaram a funcionar como ferramentas de performance. Um mouse precisa responder com precisão ao movimento do jogador; um teclado precisa acompanhar comandos rápidos e diferentes estilos de jogo; um headset precisa entregar não apenas áudio, mas também comunicação clara e imersão.
A conexão sem fio é um dos exemplos mais claros dessa evolução. Durante anos, jogadores competitivos associaram cabos à segurança e à menor latência. O desenvolvimento de tecnologias específicas para gaming mudou essa percepção, permitindo combinar liberdade de movimento e desempenho. Na Logitech G, a tecnologia LIGHTSPEED foi desenvolvida justamente para oferecer uma experiência sem fio voltada à performance. Hoje, soluções wireless fazem parte de setups de jogadores profissionais e também de quem simplesmente busca mais liberdade para jogar.
Outro movimento importante é a personalização. O jogador atual não quer necessariamente se adaptar ao equipamento; espera que o equipamento acompanhe sua maneira de jogar. É por isso que recursos de configuração e ajuste ganharam espaço, permitindo modificar controles, funções e respostas de acordo com preferências individuais.
O PRO X2 SUPERSTRIKE representa bem essa busca. O modelo introduz uma nova abordagem para o clique, com tecnologia que permite ajustar o ponto de ativação e a resposta háptica. Mais do que adicionar especificações técnicas, a proposta é dar ao jogador maior controle sobre a maneira como interage com o equipamento.
Essa lógica também explica por que o desenvolvimento de produtos de alta performance precisa estar cada vez mais próximo de quem está na ponta. A linha PRO da Logitech G é desenvolvida em colaboração com jogadores profissionais e atletas de esports. Atualmente, a marca afirma trabalhar com mais de 300 atletas e 44 equipes globalmente (incluindo equipes renomadas como a Furia no Brasil), levando o retorno desses profissionais para o desenvolvimento e a validação dos produtos.
Mas talvez a principal mudança seja que a alta performance deixou de ser uma ideia restrita ao jogador profissional. O conhecimento desenvolvido para o cenário competitivo influencia todo o ecossistema. Tecnologias criadas para responder às exigências de atletas de esports também chegam a jogadores que querem mais precisão em uma partida casual, criadores que precisam de agilidade ou entusiastas que desejam construir um setup cada vez mais personalizado.
O mesmo acontece no Sim Racing. Volantes, câmbios e pedais deixaram de ser equipamentos destinados exclusivamente a um público extremamente especializado e passaram a compor uma jornada de evolução. É possível começar com uma solução mais acessível e, conforme o interesse cresce, avançar para sistemas com maior nível de realismo, precisão e personalização.
A verdade é que a nova geração de setups gamers não é definida apenas pela quantidade de equipamentos sobre a mesa. Ela representa uma mudança de mentalidade: o jogador passou a escolher cada componente pensando em como ele pode melhorar sua experiência e acompanhar seu estilo.
O futuro do setup, portanto, não está necessariamente em ter mais dispositivos, mas em ter as ferramentas certas para jogar melhor, com mais controle, conforto e liberdade. E, conforme o gaming continua evoluindo, os periféricos também precisarão evoluir cada vez mais próximos das pessoas que estão, literalmente, no controle.





