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E3 2018: O melhor e o pior das conferências

Confira tudo o que rolou na E3 deste ano e a nossa opinião sobre o evento.

Por | @grasiel_grasel Games

Com o fim da apresentação da Nintendo nesta terça-feira, acaba mais um ciclo de conferências da Electronic Entertainment Expo (E3), o maior evento sobre jogos do mundo.

Reunindo gigantes da indústria como a EA Games, Bethesda, Microsoft, Square Enix, Ubisoft, Sony e Nintendo, esta é a epoca do ano em que mais são anunciados novos jogos, e onde conhecemos os prováveis candidados à "Game of The Year" dos anos seguintes.

Caso você tenha perdido as conferências ou até queira saber a nossa opinião sobre elas, confira este nosso artigo com tudo o que rolou, do melhor ao pior, nesta edição da E3.

E3 2018: EA Games

Como de costume, a primeira conferência da E3 novamente foi a da EA. Não tivemos nada de realmente novo ou grandes anúncios, mas a empresa cumpriu com o seu mais importante objetivo: Pedir desculpas por ter feitos tantos jogos pay to win ou simplesmente quebrados em diversas DLCs, aparentemente ela está disposta a melhorar a sua reputação no mercado.

Passando para  a apresentação, tivemos os já anunciados Battlefield V e Anthem, que tiveram gameplays divulgadas. Também vimos os jogos esperados: FIFA 19, NBA Live 19 e Madden 19, assim como uma DLC para Star Wars Battlefront II que também era bastante prevista. 

As únicas novidades reais apresentadas pela EA infelizmente não são tão grandes quantos os fãs poderiam esperar, mas temos entre elas Unreavel 2, sucessor de um indie interessante que infelizmente não fez tanto sucesso; Sea of Solitude, um novo indie interessante que parece abordar a solidão de uma maneira muito criativa, mas que provavelmente não fará tanto sucesso; e finalmente: uma sequência para a franquia Command e Conquer (Rivals), que infelizmente será apenas um game para mobile.

E3 2018: Bethesda

O prêmio de apresentação mais “vergonhosa” desse ano não poderia ir para outra empresa se não a Bethesda, afinal, embora a E3 sempre conte com apresentadores esquisitos, envergonhados ou até meio malucos, nesse ano somente nosso tão amado Todd Howard pode salvar a Bethesda. Mas claro, nos jogos ela não iria decepcionar.

Dentre jogos que já sabíamos que iriam chegar, como Rage 2 e Fallout 76, temos também novos títulos que parecem bastante interessantes, como Doom Eternal, Wolfenstein Youngblood, uma nova franquia (depois de anos sem novas franquias) chamada Starfield e o tão esperado The Elder Scrolls VI, certamente o ápice da conferência.

Vale a pena darmos um pequeno destaque para Fallout 76, que embora provavelmente seja apenas uma releitura de Fallout 4 em termos de gameplay e gráficos, terá um mapa 4 vezes maior que o título anterior, assim como poderá ser jogado online, em uma espécie de MMO com diversos outros jogadores montando os seus próprios acampamentos. O fator que mais chamou a atenção certamente foi o de que jogadores poderão completar quests para terem acesso a estações de lançamento de bombas nucleares capazes de acabar com acampamentos inimigos, algo que deixará o fator MMO bem mais interessante.

E para finalizar, é claro que tivemos vários anúncios que (quase) ninguém liga, como TES Legends, um cardgame pra entrar na onda dos novos jogos do gênero; uma nova atualização para TES Online; Quake Champions de graça por tempo limitado; uma nova atualização de Prey e TES Blades, uma espécie de Skyrim para mobile (por que não?).

E3 2018: Microsoft

A conferência que mais apresentou novos trailers de novos jogos foi a da Microsoft, merecendo o título de provável melhor apresentação desta E3, afinal, o que todos queremos são trailers de games novos.

Dentre os títulos que já conhecemos anteriormente ou que já esperávamos ganhar uma sequência, temos o novo Halo Infinite e Gears of War, afinal, não seria uma conferência da Microsoft sem novos títulos para estas franquias. Tivemos também novos jogos como Ori and The Will of The Wisps, Sekiro: Shadows Die Twice, um jogo de samurais provavelmente para contrapor Ghost of Tsushima do PlayStation 4, Metro Exodus, Devil May Cry 5 (que levantou a galera presente na conferência), Jump Force, um jogo de luta que reunirá os principais personagens de animes famosos, Dying Light 2, Just Cause 4 e o tão esperado Cyberpunk 2077, o novo jogo da CD Projekt Red, anunciado -pasmem- em 2012.

Outros jogos que já esperávamos, mas que não estamos tão ansiosos para ver são Crackdown 3, que vai contar com a presença de Terry Crews, Forza Horizon 4, que aparece todo ano na E3, Gears Pop, uma versão para smartphone de Gears of War utilizando Pop Funkos, The Division 2, sequência do game que criou um dos maiores hypes da história dos videogames e depois se mostrou uma decepção absurda e Captain Spirit, do mesmo universo de Life is Strange, um jogo excelente, mas que está sendo sugado com games não tão bons para angariar mais uns fundos para a desenvolvedora, como é o caso deste.

E3 2018: Square Enix

A conferência mais fraquinha desta E3 provavelmente foi a da Square Enix. Não que ela não tenha bons títulos, mas não tivemos nenhum novo jogo que não conhecíamos com um trailer empolgante ou que mostrasse muita coisa. Pudemos conhecer Babylon's Fall e The Quiet Man, duas novas franquias que parecem interessantes, mas com breves trailers sendo apresentados sem muita revelação.

Just Cause 4 já haviamos conhecido anteriormente na conferência da Microsoft e Kingdom Hearts 3 já havia sido anunciado e aparecido em outras conferências, mas pelo menos recebeu um bom trailer, provavelmente um dos melhores da apresentação da empresa. O ultimo game da saga de Lara Croft, Shadow of The Tomb Raider também foi anunciado, deixando os fãs da saga enlouquecidos, mas esta é uma franquia também já muito explorada pela publisher, o que faz com que os “outsiders” não se empolguem tanto.

Outros títulos como Final Fantasy XIV Online e Dragon Quest XI também deram as caras, mas já esperávamos que eles provavelmente estariam na conferência, principalmente Dragon Quest, que finalmente está chegando para o mundo ocidental depois de ser lançado em julho do ano passado no Japão.

E3 2018: Ubisoft

A Ubisoft teve outra conferência que careceu de novidades: o que já não havíamos visto antes, já esperávamos ou não era nada demais. Tivemos mais um trailer de Beyond Good and Evil 2, sem gameplays este ano, vimos mais sobre Skull & Bones, um jogo de piratas que parece estar liderando uma provável nova onda de jogos neste estilo e uma nova atualização de For Honor, que também está temporariamente de graça na Uplay.

Os únicos títulos realmente novos foram Mario+Rabbids Kingdom Battle: Donkey Kong Adventure (pra que tudo isso?), Just Dance 2019, Trials Rising e Transference, um jogo em live-action voltado para VR. Também vimos mais de Starlink: Battle, que terá uma edição especial com Fox McCloud de Star Fox exclusivo para Nintendo Switch e Assassin’s Creed Odyssey, o título desse ano da principal franquia da Ubisoft.

Para finalizar, tivemos o já mostrado em outras conferências The Division 2 e o jogo de corrida The Crew 2, dois jogos novos, mas que já eram esperados e não são tão aguardados pelo público depois recepção mediana de seus títulos antecessores. De maneira geral, o que mais chamou a atenção na conferência provavelmente foi Beyond Good and Evil 2, que embora tenha um antecessor um tanto desconhecido, chama bastante a atenção pelo visual de seus trailers.

E3 2018: Sony

Depois de ter as melhores conferências da E3 um ano atrás do outro, este ano a Sony provavelmente teve a sua pior conferência. Em um primeiro momento, um novo trailer com gameplay de The Last of Us Part II foi mostrado em um estúdio imitando uma igreja que ambientava o trailer, preparado exclusivamente para ele, mas depois dele o público foi movido para outro anfiteatro maior e isto tomou muito tempo da apresentação, que contou com uma espécie de talkshow neste intervalo, algo que quebrou completamente o clima incrível que o final do trailer de TLoU criou.

Pelo menos a Sony se recuperou no restante da apresentação, que contou com gameplays dos aguardadíssimos Ghost of Tsushima, Marvel’s Spider Man e a mais nova obra de Hideo Kojima, um dos maiores desenvolvedores de jogos da história, Death Stranding, um jogo que sequer conseguimos entender do que se trata até agora, mas já o amamos.

Quanto a novos anúncios inesperados, tivemos apenas Nioh 2, a sequência de um jogo de samurais no estilo Dark Souls, Control, que parece muito com o resultado de uma cruza entre Quantum Break e Infamous (wtf) e Resident Evil 2, um remake que levantou a plateia da conferência da Sony.

E3 2018: Nintendo

A conferência da Nintendo não costuma ser a mais animada, principalmente por ser bem diferente das demais e gravada, no entanto, ela sempre tem algum novo título que agrada seus fãs, nesse ano não foi diferente. O anúncio do novo Super Smash Bros Ultimate não apenas foi o ponto alto da conferência como também tomou metade do tempo da apresentação da japonesa. Uma das principais novidades do game é que ele poderá ser jogado com um controle de Game Cube.

Outros novos jogos anunciados foram Daemon X Machina, um jogo de ação de robôs aparentemente bastante inspirados em Transformers (mas nem tanto); Killer Queen Black, que parece ser um multiplayer ao estilo smash bros, mas bem mais simples e Super Mario Party, um multiplayer focado em grupos de jogadores, oferecendo uma grande variedade de minigames ambientados no universo dos jogos da Nintendo.

Por fim, a Nintendo anunciou que o Switch também estará recebendo a portabilidade dos games Fortnite e Hollow Knight, assim como uma expansão para Xenoblade Chronicles 2 e o lançamento de Fire Emblem Three Houses, um título anunciado no ano passado para o atual console da empresa.

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