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5 Mitos comuns sobre o Bluetooth explicados

O Bluetooth de hoje é diferente do Bluetooth de anos atrás. Aqui estão os mitos mais comuns que as pessoas ainda mantêm e o que você ainda acreditam, esclarecidos para você não ter dúvidas de quanto a tecnologia é segura.

Por | @oficinadanet Curiosidades Pular para comentários

Há algum tempo, o Bluetooth tem se tornado a tecnologia preferida para emparelhar diversos tipo de dispositivos sem fio, e ao longo dos anos, vimos isso mudar e evoluir, se tornando cada vez melhor. No entanto, infelizmente, alguns mitos sobre o Bluetooth ainda persistem. É hora de acabar com eles.

5 Mitos comuns sobre o Bluetooth

1. "Ligar o Bluetooth mata a vida da bateria"

Nos primórdios dos smartphones, sim, manter seu Bluetooth ligado levaria a uma queda na vida útil da bateria. Isso porque, uma vez que sua conexão estivesse ativada, ela procuraria ativamente os dispositivos para serem pareados. Isso para que o recurso não ficasse ativado atoa.

Mas isso aconteceu no passado, hoje, não há porque ter essa preocupação.  Com os novos padrões Bluetooth, começando com a versão 4 e além, recebemos algo chamado módulo Low Energy (LE).

Os módulos LE usam diferentes tecnologias para procurar dispositivos Bluetooth em seus arredores, sem precisar usar a mesma quantidade de energia que as versões anteriores do Bluetooth utilizavam.

Da mesma forma, uma vez que uma conexão tenha sido feita, um dispositivo LE não consumirá energia substancial quando os dados não estiverem sendo transferidos. Por exemplo, se você tiver pareado seu smartphone com um caixa de som Bluetooth, ele não consumirá energia quando você não estiver ouvindo uma música.

Como resultado, o consumo geral de energia do Bluetooth LE foi reduzido em metade ou mais. Onde o Bluetooth clássico usaria 1W, o Bluetooth LE usaria entre 0,01 a 0,5W. Uma melhoria maciça.

2. "Bluetooth faz mal para sua saúde"

Neste ponto, não há consenso sólido sobre se a radiação dos smartphones é prejudicial à sua saúde. No entanto, sabemos de uma coisa: Certos fones de ouvido Bluetooth são definitivamente muito mais seguros para você.

A radiação é sobre energia e o Bluetooth é excelente nesse sentido. A saída máxima do Bluetooth para um dispositivo da Classe 1 é de 100mW (miliwatts) de potência, e isso raramente acontece.

Na verdade, a maioria dos dispositivos Bluetooth que você usa tem, no máximo, 1mW de energia. Por outro lado, os smartphones padrão operam a 1.000mW ou 2.000mW quando você está usando serviços 3G ou 4G.

Portanto, não, o Bluetooth pode não ser totalmente seguro, mas usar um fone de ouvido Bluetooth é melhor para sua exposição à radiação do que um smartphone. Você obviamente não pode escapar de ter um smartphone com você, por isso, se você está um pouco desconfiado das consequências da radiação, use um fone de ouvido Bluetooth, assim poderá manter o smartphone bem mais longe do seu corpo sem deixar de usá-lo.

3. "O Bluetooth funciona somente em ambientes pequenos" 

O Bluetooth do seu smartphone funciona somente em um curto intervalo de espaço? Provavelmente sim. Mas o que você pode não saber é que o Bluetooth tem três classes, e a distância de operação do Bluetooth depende da classe em que o dispositivo se encaixa:

  • Os dispositivos Bluetooth Classe 3 têm um alcance inferior a 10 metros.
  • Os dispositivos Bluetooth Classe 2 têm um alcance de cerca de 10 metros.
  • Os dispositivos Bluetooth Classe 1 têm um alcance de cerca de 100 metros.

Geralmente, você só obterá o Bluetooth Classe 1 em dispositivos que tenham sua própria fonte de energia, ou tenham uma unidade de energia significativa, como computadores de mesa ou alto-falantes que exigem uma conexão elétrica. A maioria dos smartphones e tablets usa o Bluetooth Class 2 ou 3.

Mesmo assim, 10 metros é a distância teórica que deve atender as necessidades da maioria dos usuários. Além disso, sem nenhuma interferência, como paredes, você descobrirá que às vezes se estende além disso, atingindo distâncias maiores.

4. "Bluetooth não visível é mais seguro"

Não! Não não não! A tecnologia Bluetooth nunca teve uma grande reputação de segurança, mas as versões mais recentes conectaram muitos buracos e lacunas. O principal desses mitos é que, se você definir seu dispositivo como não visível, os outros com intenção maliciosa não poderão encontrá-lo e você estará seguro.

Bem, isso não é verdade.

O BDA (Bluetooth Device Address) pode estar oculto no modo não detectável, mas os hackers ficaram sabendo disso se quiserem. Scanners e dispositivos sniffer ainda podem encontrar seu BDA e se infiltrar, mesmo quando não é detectável. (E, claro, ao emparelhar dispositivos, como configurar o Bluetooth no Windows 7, você terá que tornar seus dispositivos detectáveis.)

Os maiores culpados nessa infiltração são as senhas padrão, usadas na maioria dos dispositivos Bluetooth: 0000 ou 1234. Por isso, quase todos podem se conectar ao seu dispositivo Bluetooth, assim que tiverem seu endereço.

Este sistema simples e ilógico é a causa por trás da maioria dos casos de espionagem e Bluejacking (conexão a um smartphone para enviar spam) em dispositivos Bluetooth. Então, a primeira coisa que você precisa fazer para manter sua segurança agora é acessar as configurações de Bluetooth do seu dispositivo e mudar a senha para um PIN seguro com quatro dígitos.

Se você estiver realmente preocupado com um ataque de malware por meio do Bluetooth, mantenha sua conexão desativada, em vez de não ser detectável. O Bluetooth não pode ser infiltrado se estiver desligado.

5. "Bluetooth interfere no Wi-Fi"

Como a maioria das outras tecnologias sem fio, o Bluetooth usa a freqüência de rádio de 2,4 GHz para enviar e receber dados. Essa é a mesma freqüência usada por tudo, da sua rede Wi-Fi ao seu forno de microondas.

Então, naturalmente, o primeiro pensamento é que a estabilidade e a velocidade da sua conexão Bluetooth dependem de quais outros dispositivos estão rodando nas proximidades, e se estão transmitindo dados nas freqüências sem fio.

Bem, não é bem assim.

O Bluetooth usa algo chamado salto de freqüência adaptável, e isso realmente melhorou com o Bluetooth 5.0. Vamos dividi-lo para entender o que ele faz exatamente.

A freqüência de 2,4 GHz é uma banda que vai de 2.400 MHz a 2.483,5 MHz. O Bluetooth usa dois canais, cada um monitorando 50% da banda. O sinal "salta" rapidamente de uma freqüência livre para outra, garantindo assim que não será interrompido por outros dispositivos que tentem usar essa banda.

O resultado final é que, enquanto outras conexões sem fio podem procurar usar a mesma freqüência que o Bluetooth está usando, seu salto rápido e adaptável mantém sua conexão estável e sem quedas de velocidade.

Saiba mais sobre o Bluetooth

Em poucas palavras, o Bluetooth é uma tecnologia conveniente e segura para conectar dispositivos sem fio. Você pode usá-lo tranquilamente, especialmente com dispositivos Bluetooth 5.0, sem se preocupar muito com a duração da bateria.

Tais mitos e desinformação se espalham somente quando você não sabe o suficiente sobre um assunto. 

Assista ao nosso último vídeo: