Por falta de pagamento, Brasil é suspenso do observatório de astronomia

Se o Brasil quiser continuar participando do ESO, ele precisaria desembolsar cerca de 270 milhões de euros até 2021, sendo 130 milhões juntamente com uma anuidade de 140 milhões.

Por | @oficinadanet Brasil

Brasil em crise? O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), pela ausência do cumprimento das obrigações financeiras e ainda demora na oficialização da sua entrada, irá suspender a participação do Brasil no consórcio internacional destinado à pesquisas em astronomia, astrofísica e cosmologia, a partir do dia 1º de abril.

Se o Brasil quiser continuar participando do ESO, ele precisaria desembolsar cerca de 270 milhões de euros até 2021, sendo 130 milhões juntamente com uma anuidade de 140 milhões. O acordo de participação foi assinado em 2010 por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia juntamente ao consórcio.

“Tendo em conta que a conclusão do Acordo de Adesão não deverá ocorrer num futuro imediato, o Conselho do ESO tomou a decisão de suspender o processo até que o Brasil esteja novamente em posição de completar seu acesso ao ESO, possivelmente através de uma renegociação. Com o apoio unânime de todos os estados-membros, o ESO continua aberto à continuação de negociações com o Brasil. Enquanto isso, as medidas interinas, elaboradas no Acordo de Adesão, serão suspensas a partir de 1° de Abril de 2018”, disse o Observatório Europeu do Sul, através de comunicado.

Por falta de pagamento, Brasil é suspenso do observatório de astronomia.Por falta de pagamento, Brasil é suspenso do observatório de astronomia.

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Durante o período, a Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) destaca o bom desempenho da comunidade astronômica do país, com direito de uso do telescópio em todos os instrumentos da organização.

Através de nota eles declararam que "obtiveram taxas de aprovação dos pedidos semelhantes às dos países europeus, inclusive com projetos de longo prazo e grande número de noites, como igualmente tempo de telescópio no concorrido ALMA".

A SAB, no mesmo comunicado, lamenta de decisão e diz que isso abrir um mercado potencial de “centenas de milhões de dólares” para as indústrias do Brasil, o que geraria empregos e ainda aquisição de alta tecnologia.

O atual Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações afirmou que está em busca de uma medida para conseguir efetivar o acordo.

 

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