Educação à Distância

É bastante comum as empresas entrarem em grandes enrascadas quando pensam em ensino à distância. Geralmente, esquecem de alinhar a mídia, as funcionalidades de eventuais ferramentas e o conteúdo com o próprio posicionamento estratégico da empresa.

Por | @oficinadanet Internet
É bastante comum as empresas entrarem em grandes enrascadas quando pensam em ensino à distância. Geralmente, esquecem de alinhar a mídia, as funcionalidades de eventuais ferramentas e o conteúdo com o próprio posicionamento estratégico da empresa.

Um sistema de treinamento on-line deve ser elaborado com as mesmas premissas de um planejamento estratégico de negócio, levando em conta alguns dos principais aspectos como: para quem, qual objetivo, em quanto tempo, como monitorar e como corrigir a rota. Tais aspectos, não diferem em nada do PDCA (plan, do, check e act).

Quando se fala de ensino à distância, o termo sistema não difere em nada dos demais contextos onde é aplicado: um ciclo contínuo, com retro-alimentação e aperfeiçoamento.

O ensino à distância pode atender uma necessidade pontual, com proporções menores, ou assumir um dos alicerces do posicionamento estratégico da empresa como um todo e, neste caso, com uma estrutura mais robusta. O importante é compreender que, independente do seu tamanho, há o objetivo de se elevar o conhecimento de um grupo de pessoas, para que as mesmas possam corresponder a uma necessidade da empresa, colocando em prática o que assimilaram, e, com isso, permitir que se alcance um determinado objetivo quantitativo. Acabamos de ver um pequeno plano estratégico.

Um dos principais aspectos que leva um sistema de ensino à distância ao fracasso é a ausência do monitoramento no resultado esperado. Quando os colaboradores não entendem como transpor aquele novo conhecimento às suas atividades, todo o esforço e o investimento caem por terra.

As empresas não realizam o monitoramento dos resultados por alguns macro-motivos (dentre outros):
1. Ausência na definição de um objetivo quantitativo alinhado à estratégia da empresa, porque o principal motivo quando da implantação foi a ideia de que um treinamento à distância iria suprir outras necessidades de comunicação interna e/ou que com isso imprimiriam uma percepção de inovação, aos próprios colaboradores, aos concorrentes e clientes.

2. Consideram que qualquer dado estatístico, tal como, número de pessoas treinadas em relação à quantidade total de colaboradores, já seja uma métrica de desempenho, quando, na verdade, é apenas um indicador.

3. E, finalmente, porque delegam a um sistema on-line a responsabilidade do sucesso para a iniciativa de educação à distância, esquecendo que ele é apenas um meio de disseminação que pode, sim, gerar dados estatísticos, mas que estes devem ser interpretados e determinar eventuais demandas de melhorias ou realinhamentos.

No final das contas, são poucas as empresas cujos colaboradores, quando solicitados a realizar um treinamento, o fazem com satisfação e certos de que aquele novo conhecimento irá, de fato, contribuir para elevar o desempenho e permitir alcançarem um objetivo claramente definido pela empresa.

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