Em outubro de 2010, no evento Back to the Mac, Steve Jobs foi direto ao ponto: telas verticais não foram feitas para ser tocadas. Agora, 16 anos depois, a Apple fez exatamente o contrário. A empresa anunciou em 28 de outubro o novo MacBook Pro com tela PROLED XDR, o primeiro Mac da história com tela sensível ao toque.
O que Steve Jobs dizia sobre touch no Mac
O argumento de Jobs não era contra a tecnologia em si. Segundo ele, a Apple tinha feito vários testes com usuários e a conclusão era sempre a mesma: levantar o braço para tocar em uma tela vertical rende uma demonstração bonita, mas depois de alguns minutos o cansaço aparece, e em uma sessão longa o braço simplesmente pede para cair. A solução da Apple, na época, foi levar os gestos multitoque para o trackpad e deixar a tela livre dos dedos.
Ou seja, a crítica era de ergonomia, não de tecnologia. E é justamente por isso que essa mudança de postura chama tanta atenção.
Como funciona o touch no novo MacBook Pro
A Apple não trocou o teclado e o trackpad pela tela. O toque entra como uma camada extra: dá para rolar páginas, dar zoom em fotos com pinça, arrastar slides entre apresentações e colocar janelas em tela cheia com 2 toques. Para profissionais, a marca mostrou usos mais específicos, como manipular objetos 3D, desenhar usando a tela inteira e tocar instrumentos no Logic Pro com um teclado virtual polifônico.
Um detalhe técnico que vale destacar: o sensor de toque é integrado ao painel, e não sobreposto a ele, o que segundo a Apple reduz a latência. A dobradiça também foi redesenhada para a tela não balançar quando você encosta o dedo nela, um problema clássico de notebooks com touch.
O MacBook Pro também ganhou a Dynamic Island, que no Mac reúne Spotlight, Atividades ao Vivo e Siri AI. Na prática, você atende ligações, controla músicas e aceita arquivos do AirDrop direto ali, como já acontece no iPhone. Vale lembrar que a Siri AI chega em versão beta, no macOS 27.2.
Tela PROLED XDR: o que muda na prática
Se o touch é a novidade mais curiosa, a tela é a mais importante. O painel PROLED XDR usa OLED em camada dupla, com pico de 2.000 nits tanto em HDR quanto em SDR, contraste de 10.000.000:1 e taxa de atualização variável entre 10 Hz e 120 Hz. Para quem trabalha com cor, a grande notícia é o suporte a Adobe RGB, além do P3, com mais de 80% de cobertura do Rec. 2020. Há ainda a opção de vidro nano-texture para reduzir reflexos.
Para você ter uma ideia do salto, a tela Liquid Retina XDR, que continua no modelo de entrada, entrega até 1.600 nits em HDR e contraste de 1.000.000:1. No papel, o contraste da PROLED XDR é 10 vezes maior.
O conjunto ainda ficou mais leve: 1,38 kg no modelo de 14 polegadas e 1,82 kg no de 16 polegadas, com bateria de até 24 horas segundo a fabricante. Apple
MacBook Pro com M6 ou com M5 Pro? Cuidado com a confusão
Um dia antes, em 27 de outubro, a Apple apresentou o MacBook Pro de 14 polegadas com M6, a partir de R$ 24.999. Ele mantém a tela Liquid Retina XDR e traz CPU e GPU de 12 núcleos. A fabricante promete gráficos até 30% mais rápidos e processamento de IA até 25% superior ao M5, além de bateria de até 24 horas.
E aí surge uma situação estranha: o modelo mais barato tem o chip de geração mais nova, enquanto as versões mais caras usam M5 Pro e M5 Max. Pode parecer que o M6 é melhor, mas o número da geração não conta a história toda. O M6 vai até 32 GB de memória, com largura de banda de 170 GB/s, portas Thunderbolt 4 e suporte a 2 monitores externos. Já o MacBook Pro com tela PROLED XDR chega a 128 GB de memória unificada, tem Thunderbolt 5 e suporta até 3 monitores externos com M5 Pro ou 4 com M5 Max. Para vídeo pesado, 3D e IA rodando localmente, a categoria do chip tende a pesar mais do que o número.
Preço do MacBook Pro com tela PROLED XDR no Brasil
Os preços iniciais no Brasil são:
- MacBook Pro de 14 polegadas com M5 Pro: R$ 34.999
- MacBook Pro de 16 polegadas com M5 Pro: R$ 41.999
- MacBook Pro de 14 polegadas com M5 Max: R$ 53.999
- MacBook Pro de 16 polegadas com M5 Max: R$ 57.999
A pré-venda começou em 28 de outubro, com disponibilidade a partir de 6 de novembro. Com desconto para educação, o modelo de entrada sai por R$ 33.199.






