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Divórcio instantâneo através do WhatsApp na Índia pode causar punição

Na Índia, pedir divórcio através do WhatsApp poderá se tornar crime, com direito a reclusão.

Por | @oficinadanet WhatsApp Pular para comentários

O WhatsApp é um dos mensageiros mais usados no mundo, no Brasil ele é um grande sucesso, estando presente na maioria da vida das pessoas. Na Índia, local em que o app também é amplamente usado, pedir divórcio através dele poderá se tornar crime, com direito a reclusão.

O fato ocorre porque a Índia é um dos últimos países do mundo em que o “triplo talaq”, uma tradição do Islã, ainda é usada. Em um dos casos envolvendo o WhatsApp, a indiana Afreen Rehman se casou em uma cerimônia luxuosa na cidade de Jaipur, a 260 Km da capital do país, Nova Délhi.

Divórcio instantâneo através do WhatsApp na Índia pode causar punição.Divórcio instantâneo através do WhatsApp na Índia pode causar punição.

No início do casamento, a pedido do agora ex-marido, ela precisou ter que deixar o emprego para dedicação exclusiva aos afazeres domésticos. Porém, a vida conjugal não deu muito certo e ela deixou a casa do marido e foi morar com a mãe. Neste período, ela sofreu um acidente de carro e, enquanto estava em recuperação, recebeu uma mensagem do então marido através do WhatsApp que dizia “talaq, talaq, talaq”. Leia em destaque: Como fazer figurinhas no WhatsApp?.

O triplo talaq permite aos homens muçulmanos se divorciarem de suas esposas em minutos. A decisão, no entanto, ocorre de modo unilateral, sem o comum acordo. O pedido pode ser feito tanto de modo oral quanto por qualquer tipo de mensagem de texto, como através do WhatsApp.

Sabedora do caso, a prima de Regman, uma ativista dos direitos das mulheres, a convenceu de entrar com um pedido de anulação de divórcio através da justiça, bem como denunciar o marido por assédio e violência doméstica a que era submetida.

O marido e também a sogra negam as acusações, mesmo assim foram presos. Após quatro dias acabaram ganhando liberdade sob fiança.

“Não quero voltar para meu marido; não é por isso que estou travando esta luta judicial. Luto por justiça e para garantir que outras mulheres não sejam tratadas dessa forma”, disse Rehman à BBC sobre a decisão judicial.

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