Exército dos EUA investe milhões em cérebro-máquina

No total, a Darpa fará um investimento de US$ 65 milhões, o que corresponde a 210 milhões de reais.

Por | @oficinadanet Tecnologia

A Agência de pesquisa em projetos de defesa dos Estados Unidos (Darpa) revelou um investimento de US$ 65 milhões em seis projetos de pesquisa que querem permitir comunicação direta entre máquinas e o cérebro humano. A novidade foi anunciada como parte do programa Nesd, sigla em inglês de "Neural Engineering System Design" (desenho de sistemas de engenharia neural).

De acordo com a Darpa, os projetos financiados deverão criar um sistema capaz de "converter os sinais eletroquímicos usados pelos neurônios nos uns e zeros que constituem a linguagem da tecnologia da informação". Além disso, a agência acredita que o sistema poderia "melhorar o entendimento dos cientistas sobre os fundamentos neurais da visão, audição e fala", e que ele "eventualmente poderia levar a novos tratamentos para pessoas com deficiências sensoriais".

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Entre os contemplados pela Darpa estão cinco projetos de pesquisa universitários e um projeto empresarial. Segundo o TechCrunch, quatro dos projetos estão focados no entendimento de como o cérebro processa a informação visual. Já os outros dois tem como propósito analisar a compreensão auditória e visual da linguagem.

O projeto da Universidade Brow pretende criar uma rede de “neurogrãos”, que pode ser implantada por cima do cérebro. Ela conteria milhares desses “neurogrãos”, sendo que cada um deles seria ativado quando neurônios próximos se comunicassem.

Em relação ao processamento visual, um exemplo diz respeito do laboratório John B. Pierce. Eles querem criar uma interface utilizando neurônios modificados. Tais neurônios deverão ser capazes de bioluminescência e ainda de se comunicar com uma interface visual digital. Deste modo, exibindo imagens a tal interface, os neurônios irão se ascender, o que irá ajudar os cientistas a entender como eles são capazes de processar os dados visuais.

Em relação ao cronograma estabelecido, no primeiro ano os projetos irão precisar criar hardware, software e conhecimento neurológico para conseguir fazer uma interface funcionar em células ou mesmo animais. Após isso, os cientistas irão focar na miniaturização dos sistemas e em possíveis processos de implantação em humanos. Para isso, será preciso avaliar questões como "energia, comunicação e biocompatibilidade", segundo a Darpa.

Todos irão trabalhar de modo coordenado com a FDA (Food and Drug Administration), órgão regulatório de alimentos e remédios dos EUA, que ficará responsável pela análise de riscos de longo prazo, privacidade, compatibilidade com outros dispositivos e  "inúmeros outros aspectos considerados por reguladores".

Mais sobre: Ciência tecnologia Estados Unidos
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