Armazenamento virou um dos pontos mais decisivos na hora de escolher um celular. Afinal, 128GB deixou de ser "tranquilo" faz tempo, e 256GB já começa a apertar para quem grava vídeos, baixa jogos grandes, usa WhatsApp como arquivo da vida e mantém tudo offline (música, mapas, séries e fotos em RAW, por exemplo).
Por isso, modelos com 512GB ganharam um apelo enorme quando entram em promoção especialmente no Mercado Livre, onde é comum encontrar boas ofertas em versões mais completas.
A seguir, você confere três aparelhos que fazem sentido na versão de 512GB, cada um com uma proposta bem clara: Moto G86 para custo-benefício equilibrado (quando baixa), POCO X7 para quem quer tela e bateria sem focar em jogos, e POCO X7 Pro para quem quer velocidade e autonomia acima da média, com um "porém" importante no desempenho em games.
Moto G86 (512GB)
O Moto G86 tem cara de "Moto G clássico": ele mantém a identidade visual da Motorola, o que, por um lado, deixa tudo familiar, mas, por outro, dificulta até diferenciar de outros modelos recentes da marca. Mesmo assim, ele acerta onde realmente importa para quem quer um celular para usar sem medo: construção e proteções.
Na mão, a traseira em polímero de silicone passa uma sensação mais premium e confortável, além de ser agradável no toque. E o principal: a Motorola não economizou nas certificações, trazendo IP68 e IP69, além de certificação militar, o que aumenta muito a tranquilidade para uso no cotidiano (chuva, respingos, quedas pequenas e variações de ambiente). Soma pontos também o Gorilla Glass 7i.
A tela é, honestamente, um dos grandes destaques do aparelho. A Motorola saiu do painel curvo e manteve o P-OLED de 120Hz, só que com um salto bem relevante: brilho muito mais alto e resolução 1.5K. Na prática, isso significa uma tela mais nítida, com ótima leitura fora de casa e uma experiência bem acima do que a gente costumava ver em celulares "custo-benefício".
Nas câmeras, o hardware é parecido com o do Moto G85, mas a experiência melhorou por software. Em comparação direta, o G86 tende a puxar mais contraste e saturação, enquanto rivais da Samsung preferem algo mais suave e natural. Ainda assim, no uso real, o resultado é positivo: ele entregou boas fotos, e surpreendeu inclusive em selfies noturnas, com cores mais equilibradas em alguns cenários. Ou seja, não é um "celular de câmera", mas resolve com mais consistência do que você esperaria nessa faixa.
Em bateria, ele se comporta como um Motorola bem ajustado: segura um dia inteiro sem drama e ainda termina com sobra em uso intenso. O carregamento de 33W não é o mais rápido do mundo, porém é prático e confiável para rotina.
Já em desempenho, a melhora existe e é bem-vinda. O Dimensity 7300 dá agilidade no sistema, multitarefa e uso geral, colocando o G86 numa prateleira mais competitiva. No entanto, em jogos pesados, ele ainda não é a escolha ideal por falta de otimização — para jogos leves e médios, vai bem; para títulos mais exigentes, é melhor considerar alternativas mais focadas nisso.
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Para quem faz mais sentido
- Quem quer um intermediário "para tudo" (uso geral, tela boa e bateria forte)
- Quem valoriza resistência e quer um celular mais "tranquilo" no dia a dia
- Quem quer 512GB, mas também gosta da opção de microSD (se precisar expandir ainda mais)
POCO X7 (512GB)
O POCO X7 é aquele celular que funciona muito bem como "celular do dia a dia", principalmente para quem consome conteúdo. Ele não tenta ser o mais potente do mundo, mas entrega uma experiência sólida com poucos sustos.
Começando pelo design: ele é bem polarizante. Tem gente que gosta, tem gente que detesta. Porém, deixando estética de lado, a construção é toda em plástico e passa uma sensação mais simples do que o preço sugere. Em compensação, a Xiaomi acertou em cheio no lado durabilidade: o X7 estreia com IP68 na linha POCO, além de película aplicada de fábrica e Gorilla Glass Victus 2, o que melhora a confiança no uso diário.
A tela é um dos pontos mais fortes: AMOLED 1.5K de 120Hz, com brilho muito alto e suporte a HDR (Dolby Vision/HDR10+). Na prática, isso vira uma experiência excelente para vídeos, redes sociais e qualquer conteúdo com cenas escuras, onde AMOLED realmente faz diferença.
Nas câmeras, o conjunto é típico de intermediário. A principal faz boas fotos, embora às vezes pese a mão no contraste e deixe algumas imagens com aspecto mais "processado". Ainda assim, o mais importante: ele grava em 4K a 30 fps com estabilização óptica, e na prática isso funciona bem, sem travadinhas e com foco estável.
O desempenho no uso comum é bom e estável. O Dimensity 7300 Ultra dá conta de aplicativos, multitarefa e navegação sem engasgos, e a versão de 12GB/512GB sobra espaço e folga para manter tudo aberto. O problema aparece quando o assunto é jogo pesado: aí ele não evolui como deveria e fica atrás de modelos mais voltados para performance.
A bateria melhorou muito em relação à geração anterior: ele aguenta um dia forte e ainda termina com carga sobrando. Para completar, o carregamento de 45W é rápido o suficiente para tirar a ansiedade de "ficar preso na tomada".
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Para quem faz mais sentido
- Quem quer tela excelente e boa experiência de consumo de mídia
- Quem quer bateria forte e carregamento rápido, sem focar em jogos pesados
- Quem quer 512GB para apps, fotos e vídeos, mas não liga para microSD (ele não tem)
POCO X7 Pro (512GB)
O POCO X7 Pro é o mais "ambicioso" dos três e também o mais contraditório, justamente porque ele entrega coisas muito acima da média e, ao mesmo tempo forte em jogos.
Na construção, ele passa uma impressão de aparelho mais simples por um motivo direto: plástico com acabamento que marca dedo fácil, especialmente na versão preta. Isso incomoda rápido, mas é resolvível com capinha ou escolhendo a versão verde fosca. Em contrapartida, no quesito proteção, ele é excelente: IP68, Gorilla Glass 7i e película de fábrica. Ou seja, é um aparelho feito para durar.
A tela é praticamente "nível premium" na prática: AMOLED 1.5K, 120Hz, bordas finas e brilho muito alto. É um painel que fica ótimo em qualquer situação, do sol forte ao consumo de conteúdo com HDR.
Nas câmeras, a experiência é bem clara: ele puxa cores e saturação para um resultado mais "pronto para rede social". A principal entrega fotos boas inclusive em cenários mais escuros, mas se você prefere fidelidade total ao real, pode estranhar. A ultra-wide é o elo fraco e, em selfies, ele vai bem em boa luz e cai bastante no escuro.
No desempenho geral, ele é extremamente rápido. O Dimensity 8400 Ultra garante um sistema responsivo, multitarefa fácil e sensação de sobra.
O grande show do X7 Pro é a bateria: com 6.000 mAh (silício-carbono), ele é um dos melhores em autonomia que você vai encontrar nessa categoria. E com carregador de 90W na caixa, ele volta a 100% rápido. Não tem carregamento sem fio, porém, na prática, a autonomia e o 90W compensam para muita gente.
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Para quem faz mais sentido
- Quem quer muita bateria e não quer se preocupar com tomada
- Quem quer celular rápido no sistema e multitarefa, com 512GB para "guardar tudo"
- Quem não compra POCO pensando prioritariamente em jogos (pelo menos até as otimizações chegarem)






