A rede social Likee, que compete com o Tik Tok, se tornou alvo de pedófilos

A rede social não possui mecanismos para verificação etária e se destina a maiores de 17 anos, porém usuários menores de idade existem e têm relatado muitos casos de assédio virtual por adultos.

Imagem: Divulgação Likee
Imagem: Divulgação Likee

Com 500 milhões de downloads na Google Play Store, o aplicativo de criação de vídeo Likee está dando concorrência ao TikTok. Mas a sua popularidade com crianças concedeu à rede social o infame apelido de "o paraíso do pedófilo" entre especialistas em segurança virtual.

Os desenvolvedores de Likee descrevem o aplicativo como uma "plataforma global de criação de vídeos curtos, com efeitos especiais de ponta, gravação de vídeo e ferramentas de edição".

Inicialmente lançado em julho de 2017 como LIKE, o aplicativo original de Cingapura e recentemente renomeado está desafiando a TikTok pelo domínio no espaço de vídeos para a internet em um rápido passo de crescimento.

Likee oferece uma série de atrações para jovens usuários: filtros, adesivos e efeitos especiais de ponta. Ele também permite que se faça transmissões ao vivo para uma base de seguidores.

Como o TikTok, os usuários do Likee podem compartilhar e comentar o conteúdo uns dos outros e enviar mensagens em particular. Eles também têm acesso a uma biblioteca de música gratuita ou carregam suas próprias músicas. Likee é gratuito e tem restrição de idade para maiores de 17 anos.

A rede social Likee exibe automaticamente a localização do usuário a cada postagem. Além disso as contas não podem ser privadas. Os usuários podem filtrar uma pesquisa de usuários por sexo. Não há processo de verificação de idade e há abundância de conteúdo adulto.

Começaram então relatos de pais que já até mesmo tiveram que envolver a polícia porque seus filhos menores de idade que utilizavam a rede social estavam sendo alvos de perseguição de pedófilos. Não são apenas xingamentos, roupas e danças sugestivas e referências ao abuso de substâncias que preocupam os pais. Comentários e mensagens privada permitem que predadores e pedófilos - muitas vezes adultos se passando por crianças - abordem as crianças com comentários lascivos e "desafios" vis.

Segundo reportagem da BBC Brasil, há inúmeros relatos de usuários menores de idade e pais preocupados com seus filhos estarem recebendo fotos de nudez de outros usuários adultos, comentários impróprios e mensagens privadas nocivas.

Como resposta, a Likee postou uma campanha no Instagram contra o conteúdo impróprio na plataforma.

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DIGA NÃO A CONTEÚDO IMPRÓPRIO❌ (07/08-13/08)

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Contudo, a plataforma também afirmou que seu público alvo não são jovens menores de idade. Porém, não houve um posicionamento da rede social frente à falta de verificação etária na criação de contas, o que permite que menores de idade acessem o aplicativo sem dificuldade.

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