Mark Zuckerberg, o novo presidente dos Estados Unidos. Será?

Conforme a Bloomberg, a cláusula foi incluída na estrutura de ações da empresa para garantir ao CEO a possibilidade de vender as suas ações para poder investir em causas filantrópicas e, mesmo assim, continuar em uma posição de poder na empresa.

Por Redes sociais

Os investidores do Facebook ficaram alarmados com a possibilidade de Mark Zuckerberg concorrer à presidência dos Estados Unidos. Isso tudo porque uma cláusula na estrutura de ações da empresa permitia que Zuckerberg mantivesse o seu poder de decisão mesmo que ele abandonasse o seu posto para um cargo público.

Conforme a Bloomberg, a cláusula foi incluída na estrutura de ações da empresa para garantir ao CEO a possibilidade de vender as suas ações para poder investir em causas filantrópicas e, mesmo assim, continuar em uma posição de poder na empresa.

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Assim, para tal fim, ele especifica que o poder de decisão dos rumos do Facebook seria repassado aos acionistas principais em caso de morte ou demissão de Zuckerberg, com exceção se ele se demitisse para assumir um cargo público.

De acordo com a Forbes, a cláusula, mesmo que fosse focada em filantropia, deixava aberta a possibilidade para que Zuckerberg pudesse disputar as eleições nos Estados Unidos. Também ficava garantida a possibilidade de concorrer a outros cargos políticos e continuar com poder sobre o Facebook mesmo sendo eleito. A possibilidade acabou assustando os investidores da companhia, e ainda levantou suspeitas entre o conselho executivo sobre as reais intenções da decisão.

Para implementar tal cláusula na estrutura de ações do Facebook foi necessário muito discussão e convencimento. Com a alteração, a capacidade de receber benefícios tarifários poderia ficar prejudicado, bem como poderia acarretar na desvalorização das ações da empresa.

Assim sendo, o conselho executivo do Facebook selecionou, em agosto deste ano, três dos executivos menos comprometidos com Zuckerberg para formar um comitê representando os interesses dos acionistas. A intenção era de que, através do comitê, os acionistas poderiam ter seus interesses representados no processo de decisão  da mudança.

O processo, no entanto, parece não ter sido bem elaborado, de acordo com o membro do conselho Erskine Bowles. Conforme a Bloomberg ele processou a rede social com a alegação de que Mark Andreesen, um dos executivos do comitê, estaria “espionando” o restante do comitê em favor a Zuckerberg e direcionando o CEO do Facebook para que pudesse agir da melhor maneira possível.

Um porta-voz do Facebook, no entanto, disse que a empresa possui confiança "de que o comitê realizou um processo completo e justo para negociar uma proposta para o melhor interesse do Facebook e de seus acionistas". 

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