Facebook desenvolve ferramenta de censura por localização

Funcionários do Facebook revelaram que a ferramenta irá suprimir os conteúdos automaticamente sobre atualidades de usuários de alguns locais do mundo.

Por Redes sociais

De acordo com o jornal New York Times, o Facebook desenvolveu uma ferramenta que possui a capacidade de censurar conteúdos publicados na rede social em áreas específicas. Ao que tudo indica, esta é uma tentativa de acabar com o bloqueio à empresa na China.

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O jornal afirma que entrevistou funcionários e ex-funcionários do Facebook que, sob a condição de anonimato, revelaram que a ferramenta irá suprimir os conteúdos automaticamente sobre atualidades de usuários de alguns locais do mundo.

As fontes disseram ainda que a iniciativa, no entanto, faz parte de um conjunto de ideias que apontam o retorno do Facebook ao mercado chinês que podem nunca serem implementadas.

"Afirmamos há algum tempo que estamos interessados na China e dedicamos espaço a aprender e compreender cada vez mais este país", afirmou um porta-voz da empresa americana em um e-mail. "Mas ainda não tomamos nenhuma decisão a respeito de nossa abordagem na China."

Vale notar que o Facebook foi proibido na China em 2009. No país, as autoridades exercem um rígido controle sobre a internet.

O New York Times lembra que, não somente a rede social de Mark Zuckerberg é alvo de bloqueio na China, outros grupos americanos de internet costumam respeitar as legislações locais e aceitar os pedidos de governos para bloquear algumas informações.

O Facebook, em seu último relatório de transparência, restringiu o acesso a conteúdos a pedido de autoridades de vários países, como Paquistão ou Rússia, no segundo semestre de 2015.

A ferramenta, mesmo dentro do Facebook, estaria causando polêmica. As fontes disseram na reportagem que vários funcionários da rede social que estavam trabalhando em tal recurso acabaram deixando os seus empregos após expressar o descontentamento com o desenvolvimento.

O The Next Web disse que, o CEO da empresa, ao ser interrogado por funcionários sobre a ferramenta, disse considerar que “é melhor que o Facebook esteja envolvido em promover o diálogo, mesmo que ele ainda não seja um diálogo completo". 

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