Pesquisa mostra que internet quase dobrou na América Latina

Os países que registraram maiores taxas de crescimento entre o período avaliado foram a Nicarágua, Guatemala, El Salvador e Bolívia.

Por | @oficinadanet Internet

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), o acesso à internet quase dobrou nos últimos 5 anos na América Latina. O estudo analisou 24 países entre 2010 e 2015.

Os dados mostram que o número de casas conectadas passou de 14,1% para 43,5%. Porém, quase metade da população latino-americana ainda não possui internet em casa. “A expansão do acesso se concentrou nas regiões mais ricas, ampliando a diferença com áreas mais pobres”, disse o Cepal.

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Os países que registraram maiores taxas de crescimento entre o período avaliado foram a Nicarágua, Guatemala, El Salvador e Bolívia.

Dos países avaliados, três apresentavam uso da internet menor que 15%, quinze deles tinham taxas de 15% a 45% e três deles estavam entre 45% e 56%. Apenas três dos 24 países analisados tinham mais de 60%: Chile, Costa Rica e Uruguai.

Em relação aos custos, em 2010, o valor de serviço de banda larga fixa de 1mbps custava cerca de 18% da renda mensal. Já no início deste ano, o valor passou para 2%, o que deve ter contribuído para o acesso à conexões banda larga. No que diz respeito a banda larga móvel e fixa, até 2010, a penetração da banda larga fixa (BLF) e da banda larga móvel (BLM) era praticamente a mesma entre os países pesquisados.

Nos últimos anos, a taxa de crescimento médio anual das contratações da BLM foi de 55,3%, enquanto a da BLF foi de 11% e o número total de assinaturas móveis cresceu 802,5%, ante 68,9% das conexões fixas.

"A cobertura das redes móveis e a diversidade e a acessibilidade dos dispositivos explicam a forte difusão da alternativa móvel", explica a Cepal.

Com um crescimento de 4.000% entre 2010 e 2015, o Peru foi o país que registrou a maior expansão da BLM, enquanto Brasil, Uruguai e Argentina tiveram aumentos de entre 500% e 1.300%, de acordo a Cepal. O país com a menor taxa foi a Venezuela, registrando aumento de 116%.

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