Pesquisadores encontram vírus responsável por sistema de espionagem no mundo

O vírus está circulando desde 2011 e já foi responsável por infectar cerca de 36 computadores em sete organizações no mundo todo, incluindo indivíduos russos, uma companhia aérea chinesa, entre outros locais.

Por Segurança digital Pular para comentários
Pesquisadores encontram vírus responsável por sistema de espionagem no mundo

Pesquisadores da Kaspersky e da Symantec revelaram a descoberta de um novo tipo de malware. Ele é tão avançado que há forte possibilidade de que ele tenha sido desenvolvido para alguma organização governamental. Os nomes foram dados em referência à saga O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien, como "Strider" (apelido do personagem Aragorn) e "ProjectSauron", também chamaram de "Remsec".

Pesquisadores encontram vírus responsável por sistema de espionagem no mundo

O vírus está circulando desde 2011 e já foi responsável por infectar cerca de 36 computadores em sete organizações no mundo todo, incluindo indivíduos russos, uma companhia aérea chinesa, uma organização sueca e também uma embaixada da Bélgica. Além disso, pesquisadores científicos, instalações militares, companhias de telecomunicações e financeiras também foram alvos.

De acordo com o Engadget, mesmo que o vírus exista há cerca de cinco anos, o ProjectSauron foi descoberto apenas agora, quando a Kaspersky foi chamada por uma organização governamental não identificada para analisar a razão de sua rede estar se comportando de forma estranha. O vírus conseguiu se esconder por todo esse tempo pois foi desenvolvido para não utilizar padrões de segurança que são usados normalmente por especialistas em segurança.

O malware é muito sofisticado, tanto que consegue se infiltrar em redes que podem ligar computadores isolados de conexões externas. Após estar dentro, o ProjectSauron é capaz de interceptar senhas, chaves de criptografia, endereços de IP, arquivos de configuração, entre outras coisas também. Todo material é armazenado em um USB que pode enganar o Windows para poder ser reconhecido como dispositivo reconhecido.

Nenhuma das empresas de segurança se arriscou em comentar sobre quem criou o vírus, no entanto, as duas ressaltaram que a sua arquitetura e operação custam milhões de dólares, o que sugere envolvimento governamental. As empresas ainda encontraram traços de outros malwares desenvolvidos organismos públicos, incluindo o Stuxnet, que teria feito a pedido de Estados Unidos e Israel, em 2000. Ele tinha como objetivo infectar computadores do programa nuclear iraniano.

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