App pode ajudar pessoas com esquizofrenia

O aplicativo Wizard foi desenvolvido para ajudar pessoas com esquizofrenia. De acordo com os cientistas, ele contribui para uma melhor memorização de episódios rotineiros.

Por | @oficinadanet Programação

A esquizofrenia é um mal que atinge milhares de pessoas no mundo. Infelizmente, a doença ainda não tem cura, porém, apenas medicamentos para controlar os seus efeitos.

Pensando nas pessoas que sofrem com a doença, pesquisadores da Grã Bretanha desenvolveram um jogo para treinar o cérebro, próprio para dispositivos eletrônicos. O joguinho em questão tem o objetivo de melhorar a memória dos pacientes que sofrem com esquizofrenia, fazendo com que consigam desenvolver as suas atividades rotineiras da melhor forma possível.

De acordo com os cientistas envolvidos no trabalho, os pacientes que usaram o joguinho por quatro semanas apresentaram uma melhora na memória e também no aprendizado.

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Chamado de “Wizard”, o jogo foi desenvolvido para contribuir na chamada memória episódica, o tipo de memória necessária para lembrar, por exemplo, onde deixou as chaves da casa, ou mesmo em que lugar foi deixado um livro.

Conforme o estudo, 22 pacientes que começaram a jogar o jogo da memória cometeram menos erros de encontrar diferentes coisas nos testes realizados pelos pesquisadores. O estudo foi publicado no periódico "Philosophical Transactions of the Royal Society B".

"Precisamos de uma maneira de tratar os sintomas cognitivos da esquizofrenia, como problemas com a memória episódica, mas o progresso em desenvolver um tratamento com medicamentos tem sido lento", disse Barbara Sahakian do departamento de psiquiatria da Universidade de Cambridge.

"Este estudo de prova de conceito... demonstra que o jogo da memória ajuda onde as drogas falharam até então. E porque o jogo é interessante, até mesmo os pacientes com falta de motivação são estimulados a continuar o treinamento", afirmou.

A esquizofrenia é uma perturbação mental, que resulta para o paciente em uma confusão entre experiências reais e imaginárias, fazendo com que tenham maiores alterações de humor e comportamento, bem como problemas na memória e também nas funções cognitivas. 

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