Como será a conectividade nos Jogos do Rio 2016

As olimpíadas e paraolimpíadas estão entre os maiores eventos do mundo, milhares de pessoas frequentarão os locais dos jogos, postarão fotos nos estádios, quadras, complexos, etc. Pensando nisso empresas já se mobilizam para garantir que todas as selfies e acessos sejam garantidos durante os jogos.

Por | @Evilmaax Tecnologia

A questão da conectividade é realmente de preocupar, pois o número de conexões durante os jogos serão exponencialmente maiores em relação àquelas da copa do mundo do ano passado (26,7 TB de dados foram emitidos durante as 64 partidas). Por isso, somente as redes das operadoras que existem hoje não darão conta de transmitir todo o tráfego móvel que as centenas de milhares de fotos e vídeos irão demandar. Por isso, o uso do Wi-fi dentro dos eventos será imprescindível para que tudo ocorra de maneira adequada e ninguém fique na mão, assim como acontece hoje como 3G.

Nesse sentido, o presidente executivo do SindiTelebrasil – Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal –, Eduardo Levy já disse que

A questão não é mais voz e, sim, a transmissão de fotografia e vídeo. O desafio em 2016 será muito maior. A frequência administrada pelas teles será insuficiente para fazer frente ao volume de dados em local específico, em período tão curto e com tanta gente querendo transmitir vídeos e fotos ao mesmo tempo. Será impossível se não tiver o apoio do Wi-Fi

Pensando nisso, diversas empresas marcaram presença no último Mobile World Congress – MWC – ocorrido em Barcelona em janeiro deste ano e maior evento de tecnologias móveis do mundo, onde foram apresentadas diversas medidas que prometem entregar uma conexão móvel de qualidade a todos que frequentarem os jogos e boa parte da Cidade Maravilhosa.

Uma destas empresas, a Cisco, maior companhia de soluções para redes e comunicações do mundo e fornecedora oficial dos jogos olímpicos e responsável pela implementação e suporte em termos de infraestrutura em conectividade nos jogos, aproveitou o evento e fez uma demonstração na qual apresentou ao mundo todo o potencial da sua rede wi-fi, e que, segundo eles, será a mesma tecnologia a ser empregada nas Olimpíadas e Paraolimpíadas do Rio, em 2016.

Nesse teste de fogo foram instalados cerca de 850 hotspots por todo o espaço do congresso, que puderam ser testados pelas milhares de pessoas que passaram por lá diariamente – somente no dia de maior movimento foram mais de 130 mil dispositivos conectados à rede.

Além de garantir uma conexão estável e veloz, o novo sistema da Cisco ainda apresenta outras funcionalidades para os gestores dos dados. Por exemplo, na análise de dados das conexões efetivadas na MWC, mostrou-se que os aparelhos da Apple foram os que mais se conectaram, com mais da metade do volume de dados trafegados. Tais informações poderão gerar medidas mais apuradas e certeiras de segurança, tráfego de dados, etc.

Como será a conectividade nos Jogos do Rio 2016

No relatório apresentado pela Cisco ainda foram elencados quais os estandes mais visitados, fluxo de pessoas, uma análise sobre horários de chegada e saída ao evento, o assunto que mais gerou movimento nas redes sociais e em qual hora, pontos em que houve mais ameaças à rede com tentativas de quebra de segurança, a forma como os funcionários se movimentaram (já que cada um deles podia ser rastreado individualmente, evitando, por exemplo, muito do staff em um só ponto, enquanto outros locais ficariam desguarnecidos e sem suporte), etc.

Eles ainda garantiram que até a data dos jogos tudo estará ainda mais aprimorado e evoluído, e também, muito mais espalhado, já que, na MWC foram “apenas” 800 hotspots, enquanto que nas olimpíadas do Rio serão mais de 8 mil, distribuídos entre os locais de provas e pontos de grande circulação de pessoas.

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