Hannah Arendt é a homenageada da vez com Doodle do Google

Nesta terça Hannah Arendt estaria comemorando o seu 108º aniversário.

Por | @RafaelaPozzebon Internet

Nesta terça-feira (14), o Google está homenageando Hannah Arendt através do seu Doodle pelo seu 108° aniversário. O Google Doodle da Hannah Arendt apareceu em vários países, como na Indonésia, Malásia, Laos, Taiwan, Coréia do Sul, Quênia, Israel, Grécia, Letónia, Alemanha, Itália, Portugal, Islândia, Brasil, Argentina, Espanha, Nigéria, Gana, Senegal, Costa do Marfim e na África do Sul.  A escritora alemã é considerada uma grande filósofa, porém, sempre rejeitou o título, e dizia que os “homens, e não o Homem, vivem na terra e habitam o mundo”, isso em oposição à filosofia, que sempre trata o “homem no singular”.

Hannah Arendt ficou mais conhecia pelo livro “A Condição Humana”, que aborda o desenvolvimento histórico da existência humana, da Grécia Antiga até a Europa moderna. A escritora é de origem judaica, e considerada uma das pessoas mais influentes do século XX. O trabalho filosófico de Hannah Arendt envolve política, a autoridade, o totalitarismo, a educação, as relações e condições de trabalho, a violência e a condição feminina.

Veja os Doodles que o Google já fez.

A alemã nasceu em 14 de outubro de 1906 em Linden, na Alemanha, e faleceu no dia 4 de dezembro de 1975 em Nova Iorque, nos Estados Unidos, aos 69 anos. Hannah estava morando na América após a perseguição sofrida pelos judeus, em 1933. Mas somente em 1950, Arendt se tornou uma cidadã naturalizada dos Estados Unidos.

Enquanto Hannah morou na Alemanha, teve aula com vários nomes da filosofia, como Martin Heidegger e Nicolai Hartmann, além do teólogo Rudolf Bultmann. Heidegger teve um caso amoroso com Hannah. Na época ela tinha 18 anos e ele 35. Após o fim do relacionamento Hannah se mudou para a Universidade de Freiburg, sendo que antes estudava em Marburg. Em 1929, em Berlim, a escritora se casou com Günther Stern, mais tarde conhecido como Günther Anders. Os dois se divorciaram em 1937. Após o término da Segunda Guerra Mundial, Hannah Arendt retornou à Alemanha e trabalhou para a Juventude Aliyah, uma organização sionista, que foi responsável por salvar milhares de crianças do Holocausto.

Hannah Arendt atuou ainda como professora visitante na Universidade da Califórnia, em Berkeley, Universidade de Princeton, e da Universidade Northwestern. Já em 1959, ela foi nomeada a primeira professora do sexo feminino em Princeton. Ela também lecionou na Universidade de Chicago entre 1963 e1967, onde era um membro da Comissão do Pensamento Social; The New School, em Manhattan; Universidade de Yale, e o Centro de Estudos Avançados em Wesleyan University entre 1961 e 1963.

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