Ericsson fecha setor de fabricação de modens

Setor de produção de modems da Ericsson é fechado; segundo a própria fabricante, a medida foi tomada em virtude da forte concorrência no setor e da forte queda dos preços.

Por | @oficinadanet Negócios

Segundo informações que estão circulando em diversos sites de notícias mundo a fora, a famosa empresa sueca fabricante de equipamentos de telecomunicação, Ericsson, anunciou hoje o fechamento do setor de fabricação de modems, tudo isso para tentar concentrar recursos no desenvolvimento de rádio.

Tal medida irá atingir cerca de 1.000 colaboradores em um total de 1.600, podendo provocar assim, a suspensão de centenas de pontos de trabalho nas fábricas do grupo na Alemanha, China, Finlândia, Índia e no país sede da empresa (Suécia); já os colaboradores que não forem despedidos, deverão ser reaproveitados em outros setores da companhia. Segundo a própria acessória da Ericsson, essa medida tomada, é em virtude da forte concorrência no setor, da forte queda dos preços e da aceleração do ritmo de mudanças tecnológicas.

A fabricante de equipamentos de telecomunicação ainda tentou esclarecer mais o assunto dizendo que o negócio dos “modens” necessita de muito investimento em investigação e desenvolvimento.

Vale salientar que a Ericsson assumiu há pouco tempo o controle da divisão de “modens” após desfazer a parceria que tinha com o grupo franco-italiano de semicondutores STMicroeletronics, sendo que desde então, a empresa tinha como meta lançar aparelhos com modem “integrado”, coisa que ela conseguiu realizar no último mês.

Mesmo com o fechamento do setor de fabricação destes aparelhos em questão, a companhia se compromete em entregar os pedidos já efetuados até a data de hoje, uma vez que a partir de então, ela começará gradualmente a fechar a divisão, algo que deverá ocorrer até o final de 2014.

A reestruturação que implicará em uma redução significativa nos gastos para a primeira metade de 2015, começar a ser implementada a partir do quarto trimestre deste ano, ou seja, a partir deste mês, gerando assim, um total de encargos em torno dos 300 milhões de euros, ou na moeda local, um total de 2,6 bilhões de coroas suecas. Taís gastos que não irão impactar no balanço do grupo no segundo trimestre de 2015, segundo a própria companhia.

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