Facebook começa ser investigado por pesquisa sobre emoções

Facebook divulgou que está disposto a responder todos questionamentos sobre experimento emocional de usuários.

Por | @oficinadanet Redes sociais

Nesta quarta-feira (2), as autoridades divulgaram que interrogarão os responsáveis por um experimento no Facebook em que a rede social foi responsável por manipular os sentimentos dos usuários sem que houvesse consentimento.

Durante uma semana, em 2012, a rede social de Mark Zuckerberg manipulou o feed de notícias de 70.000 usuários, sem qualquer tipo de permissão, para avaliar o impacto emocional que proporcionava.

Conforme o Gabinete do Comissário de Informação, o organismo britânico independente de supervisão, está investigando o caso.

“Estamos cientes deste assunto e falaremos com o Facebook, além de nos coordenarmos com a autoridade de proteção de dados irlandesa, para saber sobre suas circunstâncias”, disse à AFP um porta-voz.

O Facebook declarou que irá responder todos os questionamentos. “Está claro que o estudo incomodou as pessoas e assumimos a responsabilidade", declarou um porta-voz do Facebook à AFP em uma mensagem.

“O estudo foi feito com a proteção adequada da informação das pessoas e estamos dispostos a responder a qualquer pergunta dos reguladores”, disse ainda a rede social.

Entenda o caso

O Facebook manipulou em 2012 o algoritmo usado para distribuir posts no feed de notícias dos usuários. O objetivo era investigar o impacto emocional que as mensagens causavam nos usuários.

A pesquisa foi conduzida por estudiosos associados ao Facebook pela Universidade de Cornell e pela Universidade da Califórnia.

Como resultado, os pesquisadores disseram que as pessoas usaram palavras positivas ou negativas dependendo do tipo de conteúdo ao qual foram expostas.

"Estados emocionais podem ser transferidos para os outros por meio do contágio emocional, levando as pessoas a experimentarem as mesmas emoções de modo inconsciente", disseram os pesquisadores.

"Estes resultados provam que as emoções expressas pelos outros no Facebook influenciam nossas próprias emoções, o que evidencia o contágio em larga escala via redes sociais", avaliaram.

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