Samsung mantém a estratégia de vários fornecedores para o Exynos, apesar da aversão dos usuários

O número de modelos Galaxy equipados com chipsets Exynos pode aumentar, pois a Qualcomm pode atrasar o lançamento do novo Snapdragon em meio à pandemia de COVID-19.

Samsung mantém a estratégia de vários fornecedores para o Exynos, apesar da aversão dos usuários

Se um usuário da Samsung recebe um smartphone equipado com o chipset Exynos da Samsung, a pessoa está recebendo um produto inferior?

Dependendo de onde eles compram seus smartphones Samsung, dois usuários podem acabar possuindo dispositivos Galaxy com exteriores idênticos, mas com processadores diferentes.

No caso da série Galaxy 20, a Samsung trouxe smartphones com Exynos 990 na Europa e Brasil e Snapdragon 865 para outros mercados, incluindo EUA e Coréia do Sul.

Os usuários da série Galaxy na Coréia do Sul ficaram felizes ao ver os smartphones da série Galaxy S20 com Snapdragon na terra natal da Samsung e, pelo contrário, os desenvolvedores que por lá desenvolvem os processadores Exynos, seguiram tristes.

Enquanto isso, os consumidores na Europa e Brasil expressam sua decepção há anos, desde que a série Galaxy S8 foi lançada, vale aqui o parêntese, a linha Galaxy S9 e Galaxy Note 9 trouxeram o Snapdragon para os modelos para o Brasil, mas a alegria não durou muito e o Exynos voltou com a série Galaxy S10.

Em março, noticiamos que um usuário de smartphones da Samsung iniciou uma petição sobre os processadores utilizados pela Samsung no Change.org, uma plataforma global de petições, na ocasião a página contabilizava cerca de 2.100 assinaturas.

A petição trazia o questionamento:

"Smartphones com chips Exynos SoC têm desempenho mais lento, menos bateria, usam sensores e processamento inferiores da câmera, aquecem mais rapidamente, entre outras questões...", escreveu o usuário na petição.

Hoje a petição soma mais de 44.000 assinaturas de pessoas espalhadas pelo mundo. Muitos vídeos em grandes canais de tecnologia compararam os dois processadores em termos de duração da bateria, taxa de atualização, velocidade de download, sensor da câmera e outros fatores.

A duração da bateria é um dos fatores mais importantes usados ​​para avaliar o desempenho geral de um chipset.

De acordo com um teste recente do YouTuber PhonBuff, o Snapdragon 865 presente no Galaxy S20+ ofereceu uma duração de bateria de uma hora a mais que a versão Exynos 990, executando as mesmas tarefas - efetuar ligações, enviar mensagens de texto, jogos e navegação na web - foram feitas simultaneamente.

Os detalhes das especificações também revelam que o Snapdragon supera o Exynos. A velocidade máxima de download do chipset Qualcomm é de 7,5 gigabits por segundo, enquanto a do chip Samsung é de 7,35.

A taxa de atualização, o número de vezes que a tela é atualizada com novas imagens a cada segundo, é de 144 Hz para Snapdragon e 120 Hz para Exynos. O Snapdragon 865 também suporta até 200 megapixels para uma única câmera, enquanto o Exynos 990 suporta 108 megapixels.

Os consumidores europeus e brasileiros querem saber por que a Samsung continua a usar o Exynos nos principais smartphones vendidos em seus países e pediram à empresa que divulgue o motivo.

"No mínimo, gostaríamos que a Samsung fosse transparente sobre suas inconsistências. Como alternativa, para a Samsung garantir que não pagamos exatamente o mesmo preço ou até mais do que nossos amigos nos EUA", afirmou a petição.

Alguns dizem que a Samsung pode lucrar mais usando o chipset interno em mercados globais que não os EUA.

Isso porque para oferecer smartphones nas maiores operadoras de telefonia móvel - como Verizon e Sprint, que usam o padrão CDMA (Acesso Múltiplo por Divisão de Código) - a Samsung precisa usar o chipset Snapdragon para smartphones lançados no mercado dos EUA. A Qualcomm possui um monopólio efetivo do padrão CDMA.

Em mercados que usam o padrão GSM (Sistema Global de Comunicações Móveis), a Samsung pode ganhar mais dinheiro usando seu próprio Exynos em vez de pagar a Qualcomm.

A Samsung se recusa a explicar por que a empresa vende smartphones com processadores Exynos na Europa e no Brasil, mas destaca sua estratégia de vários fornecedores para o fornecimento de peças.

"Para os próximos modelos, ainda não se sabe se a empresa adotará o Snapdragon para o mercado europeu ou brasileiro", disse um funcionário da Samsung. "A empresa seguirá a atual estratégia de vários fornecedores".

Algumas fontes do setor dizem que a Samsung aumentará a proporção de chipsets Exynos em seus próximos smartphones, incluindo o Galaxy Note 20, apesar do feedback negativo. Fontes especulam que a unidade de negócios de sistema em chip da Samsung está trabalhando em uma versão atualizada do Exynos 990, supostamente chamada de Exynos 992.

Além disso, há rumores de que a Qualcomm pode atrasar o lançamento de uma versão atualizada do Snapdragon, prevista para segundo semestre, devido ao impacto da COVID-19. Nesse caso, os planos da Samsung de expandir o uso do chipset Exynos se tornariam mais viáveis, dizem especialistas do setor.

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