CEO do Google diz que buscador da empresa está longe de chegar na China

. O projeto, nomeado de “Dragonfly”, levou mais de mil funcionários da companhia a protestarem contra a censura patrocinada pelo Estado.

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CEO do Google diz que buscador da empresa está longe de chegar na China

Sundar Pichai, em uma reunião nesta semana com os funcionários na sede da empresa em Mountain View, Califórnia, disse que o Google ainda "não está próximo de lançar o seu mecanismo de buscas na China", mesmo que a companhia esteja projetando algo direcionado para o país.

CEO do Google diz que buscador da empresa est longe de chegar na China.
CEO do Google diz que buscador da empresa está longe de chegar na China.

O comentário de Pichai está relacionado com as recentes notícias de que o Google está desenvolvendo um novo mecanismo de buscas voltado para a China, em que permitiria ao governo chinês censurar os resultados dos cidadãos. O projeto, nomeado de "Dragonfly", levou mais de mil funcionários da companhia a protestarem contra a censura patrocinada pelo Estado.

"Muitos de nós acreditam que o [projeto] Dragonfly representa uma ameaça à liberdade de expressão e à dissidência política global, violando nossos princípios relacionados à inteligência artificial", escreveram na época dois funcionários da Google que emitiram o manifesto por email.

Vale mencionar que este é o segundo protesto iniciado por funcionários contra os projetos do Google em alguns meses. No início deste ano, o assunto foi o Projeto Maven que o Google estava desenvolvendo com o governo dos Estados Unidos, que levou vários funcionários até mesmo a pedirem demissão. O novo movimento acabou arrecadando mais de mil assinaturas em uma carta aberta.

Através do documento, os funcionários solicitam que o Google seja mais transparente e que crie um processo de revisão ética para o Dragonfly. O Google saiu da China há oito anos por não concordar com o governo do país em relação a censura de sua tecnologia. Agora, porém, vem tentando voltar ao mercado chinês de algum outro modo.

Vamos ver o que o futuro reserva para a empresa, já que a China não deverá ceder em suas decisões.

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