Google quer tornar a web mais rápida com carregamento instantâneo

A gigante pretende embarcar em um projeto para levar sua tecnologia de carregamento instantâneo para toda a web, tornando-a mais rápida e sem problemas constantes.

Por | @ingridjank Google

Em 2015, o Google havia lançado o projeto de aceleração de navegação chamado Accelerated Mobile Pages (Páginas Móveis Aceleradas), que prometia deixar as páginas de sites com o carregamento muito mais rápido, principalmente nos celulares, facilitando a relação entre os criadores de conteúdo e seus usuários.

Essa tecnologia possui um formato de código aberto que foi criado com tecnologias já conhecidas da Internet, e por isso não há risco de incompatibilidade. Ela funciona de forma que os criadores produzam páginas mais leves que possam ser hospedadas em servidores de cache que vão para um sistema de distribuição mais inteligente, tudo isso integrado ao Google e construído em multiplataforma de alta qualidade.

Essa inovação serviu para bater de frente com o Facebook Instant Articles e o Apple News. E agora, com a popularização do AMP, a companhia pretende levar o projeto para mais longe, ao querer estender a inovação para o resto da web.

O que o AMP tem a oferecer (Fonte da imagem: Sitechecker)O que o AMP tem a oferecer (Fonte da imagem: Sitechecker)

No blog da AMP, Malte Ubl, líder do projeto, disse que após dois anos aprendendo com o projeto, agora é o momento em que se sentem “prontos para dar o próximo passo e trabalhar para suportar mais conteúdos instantâneos que não estejam baseados na tecnologia AMP nas áreas de busca do Google, assim como o carrossel Top Stories”.

Segundo uma reportagem do The Verge publicada nesta quinta-feira (8), a ideia do aplicativo explicada na prática é simples: ao clicar em um link na internet, não será preciso esperar o carregamento, pois o artigo já estará pré-carregado no aplicativo. Pense nesse desempenho para a web, é este o objetivo do Google.

Além do carregamento quase instantâneo, a web teria benefícios como distribuição em plataformas múltiplas e posicionamento crítico mais proeminente nas propriedades do Google.

Desconfianças

A vontade do Google de melhorar a web foi vista com maus olhos por muitos, inclusive companhias que acharam que o projeto era apenas mais um no currículo do grupo de pesquisas, quando na verdade o objetivo não é controle da web nem qualquer coisa do tipo. A verdade é que o Google sente que a proposta está evoluída o suficiente para ser levada adiante, mais precisamente, até os responsáveis pelos padrões da web.

Depois disso, a explicação encontrada diante do mal entendido é que depois de dois anos, a experiência coletada com a tecnologia AMP poderia criar um novo padrão de navegação móvel juntamente de outros atores da web. Uma prova disso é o apoio que o projeto ganha de outras companhias e plataformas, como por exemplo o Bing e o Twitter.

O quanto a velocidade pode melhorar a experiência em dispositivos móveis.O quanto a velocidade pode melhorar a experiência em dispositivos móveis.

Como isso funcionaria?

Ainda segundo informações do site The Verge, a proposta envolveria “tirar algumas das idéias por trás dos hacks inteligentes que fizeram o AMP funcionar, limpá-los e, em seguida, torná-los um padrão universal que não tem nada a ver com o Google”. Isso daria espaço para qualquer página da web ser distribuída com facilidade e carregada com rapidez, assim como as com suporte AMP.

Na postagem do blog do projeto, Ubl destaca o processo de colaboração da empresa, citando as áreas que poderiam ser melhoradas se a padronização fosse adotada. Algumas delas são a política de destaque, web packaging e a promoção de iFrame, que poderiam aprimorar o aproveitamento de processador, da memória RAM e principalmente da velocidade de conexão dos celulares quando usados para navegar.

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Dito isso, a oferta seria construir em conjunto, desagregado da marca “Google”. Resumidamente, explica Ubl : “estamos levando o que aprendemos com o AMP e trabalhando em padrões da web que permitirão o carregamento instantâneo de conteúdo web não suportado pelo AMP.” Tudo isso sem abandonar o desempenho do sistema.

Sendo assim, a companhia tem o dever de provar que é capaz de “arrumar” os problemas da web sem parecer que está franqueando um produto novo para faturamento próprio.

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