Facebook libera 500 páginas com as respostas para as perguntas dos senadores

Como prometido, o Facebook publicou as respostas que haviam ficado pendentes no dia do depoimento de Mark Zuckerberg.

Por | @ingridjank Facebook

No depoimento dado ao Congresso em abril, Mark Zuckerberg deixou algumas questões sobre o funcionamento do Facebook pendentes. Por esse motivo, o CEO prometeu que daria uma resposta à cada ponto que havia ficado em aberto, por meio de um documento que seria publicado pelo Facebook.

Agora, a rede social cumpriu o prometido e publicou cerca de 450 páginas, que contém respostas para as tais perguntas que não foram respondidas na sessão, e ainda, respostas para mais de 2 mil questões que foram enviadas por senadores depois do depoimento.

No entanto, assim como apontado pelo The Verge, as respostas dadas pelo Facebook pareceram padronizadas da mesma forma que foi a fala de Zuckerberg no dia do depoimento. Em tom cauteloso, foi dado um feedback sobre assuntos como o escândalo da Cambridge Analytica, a segmentação de anúncios e políticas de moderação, ao passo que dá uma visão “ampla, porém superficial”, das políticas e práticas da empresa.

Zuckerberg entrega 500 páginas de respostas ao congresso americanoZuckerberg entrega 500 páginas de respostas ao congresso americanoO tom das respostas também foi extremamente polido, como no depoimento dado ao Congresso. O The Verge ainda percebe que a resposta de algumas perguntas mais pontuais acabaram por ofuscar os problemas da empresa.

Por exemplo, uma das perguntas dizia respeito aos anúncios, e como eles podem ser usados para excluir pessoas com etnias diferentes, ao que o Facebook diz que não oferecia segmentação baseada em raça, e sim que direciona publicidade se baseando em “afinidade multicultural”.

Outro item era sobre “perfis sombra”, que são informações de pessoas que não possuem conta no Facebook. A resposta foi que a empresa não é responsável por criar perfis para quem não é usuário da rede social, e não usa registros de aplicativos e navegadores a fim de direcionar anúncios.

Porém, o Facebook admitiu que coleta dados quando os usuários utilizam apps e sites que possuem a opção “curtir” e parte para comentar, e explicou que quem não tem conta pode pedir uma cópia de suas informações coletadas.

Uma outra questão pedia se a rede social armazena todos os endereços de IP das pessoas que acessam o Facebook, mas a resposta foi vaga e indireta. Segundo eles, os usuários podem baixar uma lista dos IPs utilizados, porém, não se pode ter acesso a todos porque as informações mais antigas seguem um padrão de serem excluídas, por seguir o cronograma de retenção.

E por fim, na pergunta que questionava se o Facebook é um monopólio, eles responderam que no Vale do Silício, vários novos aplicativos sociais surgem a cada dia, mas na hora não foi dito o nome de qualquer concorrente que seja.

Depois, a resposta foi com a mesma estratégia de Zuckerberg, apontou adversários com recursos parecidos com o Facebook, como o Youtube, DailyMotion e Vimeo como opção de vídeo, e o Telegram, Skype e Snapchat para troca de mensagem.

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