A Terra deve enfrentar neste sábado (4) uma tempestade solar mais intensa do que o previsto. Após uma série de fortes erupções registradas no Sol nos últimos dias, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) elevou o alerta para uma tempestade geomagnética de categoria G3, considerada forte em uma escala que vai de G1 a G5.
O pico do fenômeno é esperado entre este sábado e domingo (5), podendo provocar interferências em satélites, comunicações por rádio, sistemas elétricos e ainda intensificar a ocorrência de auroras boreais em regiões incomuns.
Tempestade solar foi causada por fortes explosões no Sol
Segundo a NASA, a sequência de eventos começou com diversas erupções solares, incluindo uma explosão de classe X1.1, registrada em 30 de junho. As erupções da classe X são as mais poderosas já classificadas pelos cientistas e têm potencial para lançar grandes quantidades de partículas carregadas em direção ao espaço.
Essas explosões produziram uma ejeção de massa coronal (CME), uma enorme nuvem de plasma e campos magnéticos que agora está atingindo o campo magnético terrestre.
Inicialmente, a NOAA previa uma tempestade geomagnética moderada. No entanto, novos dados levaram o órgão a elevar o alerta para G3, indicando uma intensidade acima do esperado.
Entre os possíveis impactos estão:
- pequenas oscilações em redes elétricas, especialmente em regiões de altas latitudes;
- aumento do arrasto em satélites de baixa órbita;
- interferências em sistemas de comunicação por rádio;
- necessidade de cuidados extras para astronautas devido ao aumento da radiação solar.
Apesar do alerta, especialistas destacam que a população em geral não corre riscos diretos. A atmosfera e o campo magnético da Terra continuam protegendo a superfície do planeta contra a maior parte da radiação emitida pelo Sol.
Auroras podem aparecer em locais incomuns
Um dos efeitos mais visíveis da tempestade será o fortalecimento das auroras boreais. Segundo a NOAA, o fenômeno poderá ser observado em áreas muito mais ao sul do que o habitual, alcançando partes dos Estados Unidos e outras regiões de latitude elevada.
As tempestades solares são consequência natural do ciclo de atividade do Sol, que dura cerca de 11 anos. Durante os períodos de maior atividade, aumentam a frequência de manchas solares, explosões e ejeções de massa coronal.
As erupções solares são classificadas em cinco categorias:
- Classe X: as mais intensas, capazes de causar impactos em satélites, comunicações e gerar fortes auroras;
- Classe M: intensidade moderada, podendo provocar interrupções temporárias em comunicações por rádio;
- Classe C: pequenas, com poucos efeitos perceptíveis;
- Classe B: dez vezes mais fracas que as de classe C;
- Classe A: as mais fracas, sem impactos significativos.
Já as tempestades geomagnéticas são classificadas de G1 (menor intensidade) até G5 (extrema). O evento previsto para este fim de semana foi elevado para G3, um nível considerado forte, mas ainda distante dos cenários mais severos já registrados.
Com informações de CNN Brasil






