Sistema de IA aprendeu a resolver cubo mágico sozinho e levou apenas 1,2 segundos

Segundo pesquisadores responsáveis pelo estudo, a máquina conseguiu aprender a solucionar o puzzle sem interferência humana. Foram necessários apenas 20 movimentos e 1,2 segundos.

Por Ciência Pular para comentários

Um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia conseguiu fazer com que um sistema de Inteligência Artificial conseguisse resolver um cubo mágico em 1,2 segundos. O DeepCubeA só precisou de 20 movimentos para desembaralhar o cubo.

Para efeitos de comparação, o mais rápido que um ser humano conseguiu resolver um puzzle desses foi com 30 movimentos, levando 3,5 segundos.

O mais chocante disso tudo é que o DeepCubeA aprendeu sozinho a resolver a questão. O que os pesquisadores fizeram foi mais ou menos o seguinte: mostraram o Cubo de Rubik em sua forma inicial para o robô, seguido da sua forma embaralhada. O grupo de especialistas ainda forneceu mais de 10 milhões de combinações para o sistema, além de informá-lo que este só poderia fazer 60 movimentos.

O DeepCubeA então conseguiu transitar de um modo para o outro sozinho e, depois de dois dias, conseguiu encontrar as soluções mais rápidas para o quebra-cabeças. Segundo a pesquisa da Universidade da Califórnia, a máquina resolveu o cubo em 100% das tentativas, sendo que a solução encontrada em 60% das vezes era, de fato, a mais rápida.

O ser humano que conseguiu resolver o cubo mágico mais rapidamente precisou de 30 movimentos.O ser humano que conseguiu resolver o cubo mágico mais rapidamente precisou de 30 movimentos.

"A solução do Cubo de Rubik envolve pensamento simbólico, matemático e abstrato, então uma máquina que consegue resolver tal puzzle está chegando perto de se tornar um sistema capaz de pensar, ponderar, planejar e tomar decisões" disse Pierre Baldi, professor de Ciência da Computação da universidade.

Ainda segundo o professor, o objetivo da pesquisa era entender como e por que a inteligência artificial faz seus movimentos, além de quanto tempo leva para aperfeiçoar seus métodos.

Agora, a ideia do grupo é um pouco mais ambiciosa: construir a próxima geração de sistemas inteligentes, capazes de pensar e tomar decisões sozinhos.

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Andressa Isfer
Andressa Isfer Jornalista, amante de séries, filmes, livros e games. Curiosa e sempre pronta para novos desafios.
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