Sonda japonesa Hayabusa2 trará à Terra material coletado do asteróide Ryugu

A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão, - JAXA - anunciou nesta sexta-feira que a sonda Hayabusa 2 disparou um pequeno projétil na superfície do asteróide Ryugu, para coleta de material a ser estudado.

Por Ciência Pular para comentários
Sonda japonesa Hayabusa2 trará à Terra material coletado do asteróide Ryugu

A sonda japonesa Hayabusa2, que foi enviada para examinar o asteróide Ryugu, que está a 300 milhões de quilômetros da Terra, chegou ao seu destino nesta sexta-feira (12). A missão tem o objetivo de buscar pistas sobre a origem da vida e do nosso sistema solar.

Dados da sonda Hayabusa2 mostraram mudanças de velocidade e direção, indicando que ela havia pousado no asteróide e estava voltando à órbita, de acordo com autoridades da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA).

Uma transmissão ao vivo da sala de controle mostrou dezenas de membros da equipe do JAXA monitorando ansiosamente os dados, antes da equipe explodir em aplausos, depois de receber um sinal que a sonda havia concluído a primeira etapa da missão. 

equipe do JAXA comemorando o pouso com sucessoequipe do JAXA comemorando o pouso com sucesso da sonda Hayabusa2 .

A sonda pousou por alguns segundos no asteróide, apenas para lançar um projétil e gerar uma nuvem de poeira, a fim de coletar material do corpo celeste para análise na Terra.

Os cientistas esperam que essas amostras forneçam respostas a algumas questões fundamentais sobre a vida e o universo, incluindo se elementos do espaço ajudaram a dar vida à Terra.

Acredita-se que o asteróide contenha quantidades relativamente grandes de matéria orgânica e água de cerca de 4,6 bilhões de anos atrás, quando o sistema solar nasceu.

Após o pouso, a sonda retorna à sua órbita, com mais pousos planejados para o final do ano.

Comunicação difícil com a sonda Hayabusa2 

A comunicação da Hayabusa2 sofre alguns cortes, pois suas antenas nem sempre estão apontadas para à Terra. Isso pode fazer com que se demore mais alguns dias para confirmar que o projétil foi de fato disparado, permitindo a coleta de amostras.

A missão não foi completamente tranqüila, e o pouso, que estava programado para ocorrer no ano passado, teve que ser adiado depois que as pesquisas descobriram que a superfície do asteróide era mais acidentada do que se pensava. Dessa forma, a JAXA acabou demorando mais tempo para encontrar um local de pouso adequado.

A missão Hayabusa2 custou cerca de 30 bilhões de ienes (mais de 1 bilhão de reais), foi lançada em dezembro de 2014, e está programada para retornar à Terra com suas amostras em 2020.

O asteróide Ryugu - que significa "Palácio do Dragão" em japonês e refere-se a um castelo no fundo do oceano em um antigo conto japonês - tem a forma de um pião com uma superfície áspera.

asteróide Ryuguasteróide Ryugu.

Robôs na superfície do asteróide Ryugu

A Hayabusa2 observa a superfície do asteróide com sua câmera e equipamentos sensores, mas também despachou dois minúsculos robôs: O MINERVA-II e o robô franco-alemão MASCOT, com o objetivo de ajudar na observação da superfície.

O robô MASCOT, que pesa cerca de 10 Kg, é carregado com sensores e pode capturar imagens em múltiplos comprimentos de onda, investigar minerais com um microscópio, medir temperaturas de superfície e medir campos magnéticos.

Com aproximadamente o tamanho de uma geladeira grande, a Hayabusa2 é equipada com painéis solares, e é a sucessora do primeiro explorador de asteróides da JAXA, a Hayabusa - que significa falcão em japonês.

Os cientistas já estão recebendo dados dessas sondas implantadas na superfície do asteróide.

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