Oficina da Net Logo

9 provas da evolução aí no seu corpo [inclui testes]

Não acredita em evolucionismo? Deixe-me tentar te convencer do contrário.

Por | @Evilmaax Ciência Pular para comentários

Dependendo do seu posicionamento religioso, filosófico, moral e até político, o modo como chegamos até aqui, no sentido de raça humana, pode ser amplamente divergente.

De um lado tem o pessoal que encontrou uns ossos, fez umas observações, estudou pra caramba e no final concluiu que somos fruto de um processo de evolução. De outro lado tem o pessoal que acredita em um ser superior e que ele colocou as pessoas e os animais aqui, pois eles leram em um livro; só isso mesmo.

Se você é do primeiro grupo de pessoas, bate aqui 🤚, se você é do segundo grupo, nada contra, afinal, até mesmo o vice-presidente dos Estados Unidos é um criacionista; porém, peço que deixa os dogmas de lado e siga a leitura com o coração aberto. No final talvez eu tenha te convencido de que tudo por aqui é resultado de uma evolução de bilhões de anos. 

Leia em destaque: Como é um PC da NASA de verdade?.

Para alcançar este objetivo vou usar apenas coisas que você tem aí mesmo, dentro do seu corpo. 10 traços evolutivos que você poderá checar agora mesmo (ou a maioria deles, pelo menos).

Mas primeiro uma breve introdução do que é essa tal de evolução e como descobrimos que ela realmente existe.

Entendendo a evolução

Há uns 200 anos atrás o pessoal ainda estava nessa confusão e ninguém sabia como tínhamos chegado por aqui. Uma galera (a maioria naquele momento) acreditava em Deus, mas outra galera - frutos do movimento Humanista - já estava por aí negando as intervenções divinas e procurando por uma resposta que não envolvesse o sobrenatural.

O grande passo para o segundo grupo aconteceu em 1831, quando um inglês de 22 anos entrou em um navio chamado HMS Beagle, a bordo de uma missão botânica que circundaria o mundo e passaria por quatro continentes e dezenas de países e ilhas durante 5 anos ininterruptos. 

No decorrer deste tempo ele fez milhares de observações, desenhos e anotações. E aquilo que ele viu, ouviu e anotou ficaria em sua cabeça por anos a fio; mais precisamente por 23 anos após o seu retorno ao Reino Unido e o fim da tal exploração.

Faça as contas e você verá que chegamos a 1859, ano em que foi publicada, originalmente, a obra A Origem das Espécies, escrito por Charles Darwin, considerado hoje como o pai do evolucionismo. 

Talvez você esteja lembrando, neste momento, que outros caras já tivessem pensado a respeito da evolução, como Lamarck, que havia proposto uma teoria simplificada da evolução; mas Darwin foi o responsável por revolucionar a ciência. Foi ele que percebeu, por exemplo, que em um arquipélago de ilhas próximas, mais precisamente nas ilhas de Galápagos, existia a mesma espécie de pássaro, porém, em cada uma destas ilhas eles agiam de uma maneira diferente; e mais: seus corpos estavam se alterando para que, a cada geração de pássaros que nascesse, eles ficassem mais preparados às particularidades de cada ilha em questão. 

Assim, dali algumas centenas de reproduções, milhares talvez, aqueles pássaros tornar-se-iam espécies diferentes: ELES ESTAVAM EVOLUINDO por conta do meio no qual estavam inseridos. 

Assim Darwin se ligou em uma coisa: todas as espécies que estavam à sua volta, fossem elas animais ou plantas, tinham evoluído de um ancestral comum; elas não estavam ali porque algum ser superior as colocou ali. Suas diferenças eram fruto apenas do seu meio. A partir de então foi só ligar alguns pontos: macacos, humanos, fechou.

Darwin concluiu que a vida e todos que estavam por aqui eram resultado de um processo evolutivo que nunca acaba. Viver é se adaptar aos problemas que aparecem e aqueles que não se adaptam acabam desaparecendo. É a famosa lei do mais forte, ou sobrevivência do mais apto, para deixar em termos um pouco mais científicos.

Darwin foi um dos cientistas mais importantes dos últimos séculosDarwin foi um dos cientistas mais importantes dos últimos séculos

Detalhe: demoraria quase 100 anos para que o DNA pudesse ser estudado pela primeira vez em laboratório - 1953, na Universidade de Cambridge - e as similaridades mostrassem que nós somos primos dos chimpanzés, por exemplo. Darwin morreu sem ter a comprovação, ao menos científica, de que aquilo que ele falava estava correto.

A evolução a olhos vistos

Costumamos pensar em evolução como um processo lento, afinal, cada geração de humanos tem um intervalo médio de 20 ~ 25 anos. Assim, o grande argumento dos criacionistas baseia-se nesse fato ao afirmar que não "deu tempo" de comprovar a evolução.

Ok, é muito cedo para vermos mudanças palpáveis nos nossos traços em apenas 150 anos, porém, não precisamos observar a evolução diretamente em humanos. A maioria dos animais tem ciclos de vida mais curtos do que nós e produz novas gerações em questão de meses, algumas em dias, como alguns insetos, mais propensos a ter uma vida curtinha.

Analisando estes animais mais rápidos em termos geracionais podemos notar que, em certos casos, as mudanças ambientais - cada vez mais frequentes - estão forçando certas espécies a se adaptarem rapidamente às novas condições emq ue vivem; como é o clássico exemplo da mariposa Biston betularia, um organismo que evoluiu para predominar uma variação de cor como consequência da Revolução Industrial.

Antes deste período, essas mariposas apareciam tanto nas cores brancas como pretas. Devido à poluição por fuligem das fábricas e o escurecimento dos telhados, paredes e das cidades em geral, as brancas começaram a ter dificuldade em se misturar à paisagem e tornaram-se alvos fáceis para os predadores. O resultado foi um aumento nas mariposas pretas e uma diminuição dramática na população das mariposas brancas.

Um outro exemplo bem simples são as bactérias. Desde que surgiram os antibióticos - a Penicilina, em 1928 - novos antibióticos precisam ser desenvolvidos constantemente já que as bactérias se adaptam, rapidamente, aos atuais e eles param de fazer efeitos. Alguns cientistas temem, inclusive, uma possível era pós-antibiótica em voltaríamos ao tempo onde uma simples infecção na garganta não podia ser curada e acaba ocasionando em óbito. No mesmo sentido algumas pragas também já se adaptaram a pesticidas.

Mariposas são exemplo concreto da evoluçãoMariposas são exemplo concreto da evolução

Mas voltando agora ao início do texto, confiramos 10 traços evolutivos presentes no nosso corpo ainda hoje. 

Humanos com cauda

Como você verá neste e nos pontos seguintes, todos os traços evolutivos presentes em nós e que serão citados por aqui podem ser vistos em outros animais, principalmente nos mamíferos, classe da qual fazemos parte. Aliás, você já percebeu que quase todos os mamíferos possuem cauda? 

Pois bem, por essa lógica, seria provável que nós tivéssemos também não? Nós já tivemos e isso é facilmente comprovado com um ossinho difícil de escrever, mas bastante famoso. 

Cóccix é o remanescente da cauda que tivemos um diaCóccix é o remanescente da cauda que tivemos um diaConhecido como cóccix, ou tailbone em inglês (que significa, literalmente, osso da cauda), ele é um remanescente do nosso antigo rabo, perdido há milhões de anos, quando ainda nem estávamos perto de ser os humanos de hoje em dia (na verdade estávamos muuuuuito longe).

Nossos primos evolutivos mais próximos são os chimpanzés (compartilhamos mais de 99% de semelhança entre nossos DNA), e se você notar na foto abaixo, eles também não possuem mais a sua cauda! Coincidência? Logicamente que não; Evolução. Note que os chimpanzés são primatas corpulentos (assim como os orangotangos e nós mesmos) e, como tais, não tem o tamanho mais adequado para ficar se pendurando pelas árvores para cima e para baixo, assim como fazem os saguis, micos, ou outros macacos de menor tamanho.

Na contramão, todos os pequenos primatas têm sua cauda, já que, para eles a mesma é de suma importância, pois ajuda a se segurar nos galhos das árvores, como se fosse um quinto membro.

Assim, quando os primatas se dividiram entre grandes e pequenos a partir de um ancestral em comum (se algum biólogo, evolucionista, paleontólogo ou afim estiver lendo, me desculpem por termos tão rasos) a cauda passou a ser sem utilidade para os de maior tamanho, o que acabou levando a uma perda gradual em todos que descenderiam desse grande primeiro primata (nós, orangotangos, etc.).

Sem rabineos ❤Sem rabineos ❤

Se você pegar um raio-x hoje verá que o cóccix é o último osso da nossa coluna vertebral e consiste em 3 ou 5 ossos agregados (depende da pessoa) que, segundo os evolucionistas, seriam a ligação com a cauda presente nos nossos ancestrais.

Repare que ele até tem uma pontinha "pra fora" como se fosse encaixar em algo mesmo. Aliás, quando falarmos da evolução embrionária logo mais abaixo, você verá que todos os humanos já tiveram cauda um dia, incluindo eu e você.

E caso você ainda não acredite em nada do que leu até aqui, procure na internet por fotos de pessoas que, ainda hoje, nascem com o chamado rabo vestigial.

Mexer orelhas

Talvez você não consiga, aliás, é bem provável que não consiga, mas, certamente, deve ter um tio que tem o dom de mexer as orelhas (um beijo pro Tio Bibica).

Hoje nossas orelhas servem apenas pro basicão que deve servir uma orelha: Facilitar a audição. Porém, se você remover a pele de uma orelha, carne e cartilagem vai chegar até os músculos. Sim, sua orelha, neste momento é cheinha de músculos.

Mas daí você pensa: Por que uma parte do nosso corpo que, em tese, é estática precisaria de músculos? AHAAAAAAA chegamos no pulo do gato!! A resposta: É porque nem sempre foi assim.

Antigamente (insisto: Há milhões de anos atrás) a coisa era bem complicada: a qualquer momento um animal feroz e enorme poderia chegar de mansinho e acabar com toda a sua família em questão de segundos. Assim, era importante aos nossos antepassados manter a habilidade herdada dos primeiros mamíferos de movimentar as orelhas para poder direcioná-las a qualquer barulhinho suspeito, por mais baixo e distante que fosse.

Com o passar do tempo as coisas foram ficando mais tranquilas e esta habilidade foi se tornando desnecessária ao ponto de estarmos perdendo por completo o poder de movimentar as orelhas. No entanto, o conjunto de músculos ainda está ali e se assemelha bastante ao conjunto que pode ser encontrado em cães e coelhos, animais famosos por terem total controle das orelhas.

9 provas da evolução aí no seu corpo [inclui testes]

Negocinho no olho

Primeiramente: Por que eu escrevi "negocinho" ali em cima? Porque o nome correto é membrana nictitante e ninguém sabe disso, nem eu, ja que estou olhando no Google agora mesmo. Por isso iremos usar o seu nome popular: "terceira pálpebra".

Você pode até não conhecer de nome, mas sabe de quem eu estou falando; daquela bolinha rosa no canto do olho. Lembrou? Ela não serve para nada em nós humanos, mas ainda tem uma função vital nos répteis, nas aves e nos peixes: proteger e umedecer a superfície do olho.

Se você já prestou atenção no olho do seu gato, do seu cachorro ou do seu crocodilo, provavelmente deve ter percebido a membrana em ação. No momento em que o animal fecha o olho, a mesma é projetada para cima do olho lavando e removendo qualquer corpo estranho que pudesse estar depositado no globo ocular.

Ainda pode se manifestar nos humanos em casos específicos de machucados ou irritações no olho que podem fazer com que o ele comprima a membrana e faça com que ela seja "expulsa" do seu cantinho e tape o olho. E esse caso eu garanto por experiência própria.

Crocodilos são os melhores exemplos de terceira pálpebraCrocodilos são os melhores exemplos de terceira pálpebra

Arrepios

Primeiramente esqueça o arrepio como excitação sexual; o ato da reprodução como forma de amor ou prazer é muito recente na história humana. Portanto, aquele arrepio que você sente quando chega perto da morena não deve ser levado em consideração aqui.

Agora sim, falando sobre o arrepio evolucionário. Esse você ainda sente em duas ocasiões específicas: quando sente frio e quando se sente ameaçado.

Em ambos os casos o "culpado" por isso é a medula espinhal que produz a excitação dos nervos periféricos, que, por sua vez, levantam ligeiramente o couro cabeludo. No caso em que os arrepios se dão por conta do frio, a motivação é uma só: reter mais calor no seu corpo. Novamente; volte no tempo mentalmente e perceba que um simples inverno mais ameno já podia ser uma coisa terrível para os animais menos protegidos do frio.

Já quando o arrepio acontece por conta do perigo, a ideia é passar uma imagem assustadora ao animal que lhe ameaça. Ao arrepiar, os pelos são eriçados e o arrepiado parece ficar maior e mais temível (e não esqueça que estamos falando do humano de milhões de anos atrás que era coberto de pelos dos pés à cabeça).

Esse exemplo é bem fácil de ser visualizado caso você tenha um pet em casa, principalmente um gatinho filhote (❤). Repare que no momento em que ele vê algo que o assusta, como um cachorro, seu rabo espana fazendo com que, juntamente com outros sinais (arquear a coluna, mostrar garras e dentes, etc.), o gatinho pareça maior. ATENÇÃO: Só não vale assustar o gato e colocar ele cara a cara com um cachorro de propósito né, por favor).

9 provas da evolução aí no seu corpo [inclui testes]

Soluço

Esse é bom, pois não tem NADA a ver com o humano atual vou até mesmo com os mamíferos. Sabe de onde vem isso? Chuta... Aposto que você errou, pois vem dos anfíbios!

Funciona assim: Na metade do seu desenvolvimento, um girino tem tanto um pulmão para respirar ar como brânquias para "respirar" água. Quando ele vai respirar água, o anfíbio fecha a glote - para não ir para os pulmões, enche a boca com água e então força a água para fora através das brânquias. O mesmo passo a passo é visto em muitos animais respiradores primitivos.

9 provas da evolução aí no seu corpo [inclui testes]Com o passar do tempo essa ação permaneceu, porém, sem brânquias, fica apenas um soluço mesmo. Lembre-se que antes de evoluirmos dos primeiros mamíferos, os primeiros mamíferos precisaram evoluir de alguém, nesse caso, dos próprios anfíbios.

Dessa forma o código genético que corresponde à respiração branquial, atualmente soluço, resiste há 370 milhões de anos; desde que nossos ancestrais pisaram pela primeira vez em terra firme.

Por quê? Essa é uma excelente pergunta.  

Dentes sisos

Os sisos talvez sejam o exemplo mais conhecido da evolução e de coisas que não precisamos mais para continuar vivendo.

Os mesmos datam de uma época em que o ser humano precisava de todos os seus 32 dentes para morder e mastigar os alimentos da época: Carne crua e raízes, por exemplo. Hoje, como consumimos alimentos cozidos e mais macios os mesmos já não têm utilidade. Alguns evolucionistas dizem, inclusive, que os caninos estão nesse barco aí e são os próximos a desaparecer já que, com o uso de facas e alimentos processados, a sua principal utilidade, que era a de rasgar os alimentos para facilitar a mastigação e sua ingestão, está se perdendo.

Por tabela nossa arcada dentária está diminuindo, o espaço para os dentes está ficando menor e os sisos (e outros dentes) estão nascendo uns por cima dos outros. Por isso, cerca de metade da população mundial já não possui os dentes do juízo, seja por ser um humano evoluído que nasceu sem, ou por remoção cirúrgica após algum incômodo.

9 provas da evolução aí no seu corpo [inclui testes]

Músculo Palmar longo

Esse daqui também é muito legal, pois você pode fazer aí na sua casa, do jeito que está, neste exato momento, sem dificuldade alguma. Sério; só precisa mexer o braço.

Faça o seguinte: vire o seu braço com a palma da mão para cima e junte o dedão e o mindinho. Depois dê uma leve inclinada com o pulso para cima, sem mover o antebraço. Se você ver um músculo saliente na região do seu pulso, você ainda tem um Palmar Longo aí no braço, senão, parabéns, você está entre os 10 ~ 15% da humanidade que já perderam a feature em um ou ambos os braços.

O músculo pode ser encontrado em qualquer mamífero, porém é mais saliente e útil naqueles que caminham com 4 patas. Assim como a cauda, o músculo é menos desenvolvido em chimpanzés e humanos, mas indispensável para lêmures e macacos de menor porte.

De maneira semelhante há também o músculo Plantar, próximo ao joelho, que um dia foi útil quando nossos antepassados costumavam agarrar coisas com os pés e usá-los mais ou menos como outras 2 mãos.

E como já foi comprovado pela ciência, a falta destes músculos não afeta em nada nossa pegada ou força das mãos ou pernas, equilíbrio, velocidade ou o que quer que seja. Tanto que os cirurgiões plásticos sempre que precisam enxertar algum músculo em outra parte do corpo recortam o palmar e o plantar.

P.S. Eu aparento ter o músculo no meu braço esquerdo apenas.

A garota da esquerda possui o múusculo e a da direita nãoA garota da esquerda possui o múusculo e a da direita não

Apêndice

Por muito tempo pensou-se que ele não passava de um órgão vestigial, ou seja, mais alguma coisa que a evolução tornou obsoleta em nós e agora está tratando de tirar das pessoas com o passar do tempo.

Há milênios o apêndice era o responsável por fabricar e armazenar bactérias que auxiliam na digestão alimentar. Sim, saúde intestinal foi um problemão para e sobrevivência da nossa espécie. Pense bem: Se ainda em 2018 a falta de saneamento básico faz com que milhares de pessoas morram por ano no mundo por conta de simples diarreias, imagine o risco que uma dor de barriga representava antigamente. Se desse uma matança generalizada é possível até mesmo que a espécie sumisse dependendo do caso.

Como hoje já estamos um pouco melhor nessa questão, pensava-se que o apêndice só estava ali para uma coisa: Isso mesmo, para causar apendicite. Porém, em 2007 descobriu-se que ainda hoje o apêndice cumpre o seu papel de assistente do intestino, criando as bactérias mais legais para auxiliar na nossa digestão. 

"AAAAAAH mas então por que algumas pessoas removem ele e não têm problemas?" Porque hoje nosso corpo está muito mais preparado do que há algumas milhas atrás e, assim que o apêndice inflama e é removido, logo sua função é compensada por outra parte do nosso corpo.

Aliás, são registrados mais de 150 mil casos de apendicite no Brasil todos os anos.

Apendicite é a inflamação do Apêndice, localizado na ponta do intestino grossoApendicite é a inflamação do Apêndice, localizado na ponta do intestino grosso

Desenvolvimento Embrionário 

Sobrou alguma dúvida? Então dê uma olhada na imagem logo abaixo e veja que os embriões de humanos são muito parecidos com os todos os outros tipo de embriões na natureza, seja o embrião de um peixe, de uma ave, de um anfíbio, de um réptil ou até mesmo de outro tipos de mamífero. O motivo para apresentarmos características físicas semelhantes em determinadas fases do desenvolvimento é porque todos nós compartilhamos genes antigos.

Todos nós saímos de uma mesma bactéria primordial. A primeira de todas. A mãe de todo mundo. De lá para cá as espécies foram se desdobrando em espécies diferentes e alguns genes foram mudando. Porém, nós humanos ainda compartilhamos 60% de similaridade com uma banana, por exemplo. E não, isso não é uma piada, clique aqui

Assim, muitos dos genes que compartilhamos com outros tipos de animais dizem respeito à nossa forma mais básica, ou seja, nossa forma embrionária. Esses genes são expressos durante uma “fase filotípica”, que é como se chama o período onde o desenvolvimento embrionário apresenta características básicas a todas as espécies. Como resultado, embriões de humanos, peixes e outras espécies às vezes compartilham características, tais como caudas.

A fase filotípica é o momento em que os animais do mesmo filo apresentam o maior nível de similaridade e a menor divergência a nível genético entre si.

Da esquerda para a direita: Peixe, anfíbio, tartaruga, ave, porco, algum mamífero não identificado, ovelha, <span style="text-decoration: line-through;">etDa esquerda para a direita: Peixe, anfíbio, tartaruga, ave, porco, algum mamífero não identificado, ovelha, et humano

Fez o teste do músculo palmar? Já removeu ou retirou seus sisos? Conta aí embaixo então. Quem não fizer é vacilão.

MAIS SOBRE: #ciencia  #maximilianomeyer
Comentários
Carregar comentários