Método de escola paranaense atrai estudantes especiais

O Colégio Estadual Prefeito Joaquim da Silva Mafra, de Guaratuba, litoral do Paraná, está comprometido com a inclusão. Entre os cerca de 1,6 mil alunos matriculados nas séries finais do ensino fundamental e no ensino médio, sete têm necessidades especiais – três são surdos, três têm deficiência mental e um, paralisia cerebral.

Por | @DanielPaulinoS Internet
O Colégio Estadual Prefeito Joaquim da Silva Mafra, de Guaratuba, litoral do Paraná, está comprometido com a inclusão. Entre os cerca de 1,6 mil alunos matriculados nas séries finais do ensino fundamental e no ensino médio, sete têm necessidades especiais – três são surdos, três têm deficiência mental e um, paralisia cerebral.

De acordo com a coordenadora pedagógica da instituição, Jaqueline Mistura, o primeiro estudante com necessidade especial a chegar à escola, há seis anos, era surdo. Logo em seguida, foi matriculado um com paralisia cerebral. Os demais alunos foram chegando, atraídos pelo bom atendimento e pelas melhorias apresentadas pela instituição de ensino. “Nossa diretora tem visão inclusiva. Ela e uma orientadora educacional, já aposentada, encabeçaram o processo de inclusão na escola”, conta Jaqueline.

O Colégio Joaquim Mafra é hoje referência no ensino de surdos e centraliza o atendimento de estudantes com problemas de audição. A instituição passou por reformas para garantir a acessibilidade. Foram construídas rampas e banheiro especial. As portas foram alargadas. Houve também a preocupação em garantir a presença de profissionais capacitados para o atendimento de alunos especiais. Segundo Jaqueline, muitos professores têm curso de pós-graduação na área de educação especial.

Aceitação – A chegada de Anderson, o aluno com paralisia cerebral, levou o colégio a construir um triciclo para que ele possa se movimentar facilmente. Anderson está no primeiro ano do ensino médio e não enfrenta problemas de aceitação. “Todos o ajudam”, diz Neide Carneiro Silva, professora de matemática. Ela leciona em oito turmas diferentes e dá aulas para a turma de Anderson há três anos. Para ela, o trabalho não é difícil.

Neide já deu aulas para um aluno com dificuldades semelhantes. A diferença, agora, é que Anderson conta com a ajuda de uma professora de apoio pedagógico, encarregada de adaptar o conteúdo para ele. “Assim é bem melhor”, afirma. Além disso, o estudante usa um computador especialmente adaptado.

O pai de Anderson, Ricardo Pascoal França, aplaude a política de inclusão e diz que o garoto se adaptou à escola e a escola a ele: “Todos os professores já se acostumaram com o Anderson. Mesmo que a professora de apoio não esteja, eles sabem o que fazer para ajudá-lo”, destaca.

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