No design, o alívio foi imediato. Depois de meses com o "tijolo lindo" que é o S26 Ultra, o iPhone 17 é leve, cabe no bolso e tem aquela construção impecável de sempre. A Apple caprichou nas proteções: Ceramic Shield 2 na frente (três vezes mais resistente a arranhões) e, pela primeira vez, Ceramic Shield também na traseira (quatro vezes mais resistente a trincas), além de IP68. Só que sem capa ele é escorregadio, testei sem capa no parque e passei o tempo todo com receio de derrubar. Capa é obrigatória.
Na tela, a Apple finalmente corrigiu o que já era vergonha: Super Retina OLED de 6,3 polegadas, resolução 1206p e, principal novidade, 120 Hz, travado em 60 Hz até a geração passada, enquanto Android de mil e poucos reais já entregava isso. Brilho de até 3000 nits, testado direto no sol sem dificuldade nenhuma pra enquadrar foto.
No hardware, o chip A19 (diferente do A19 Pro das versões Pro/Pro Max) surpreendeu nos testes do Roda Liso: 120 fps estáveis em Delta Force e Wild Rift, 119 no COD Mobile, e um marco histórico no canal — mais de 60 fps no Genshin Impact, algo que nem os gamers da REDMAGIC tinham conseguido. Na média geral do ranking, fechou com 84 fps (7º lugar, atrás do Motorola Signature e à frente do POCO X8 Pro Max), com uma temperatura baixíssima de 35°C após uma hora de Minecraft com shaders, controle térmico de outro patamar.
A bateria, de 3.692 mAh, foi a menor testada no ano, mas rendeu bem: 65% de consumo após 8 horas de uso pesado, contra 75% do S26 Ultra (que tem 4300 mAh) no mesmo teste. Carregamento com 40W leva a bateria a 50% em menos de 30 minutos, mas a carga completa demora 1h30, e no MagSafe fica em torno de 2h.
Nas câmeras, o conjunto é principal de 48MP + ultrawide de 48MP, sem teleobjetiva de verdade (só 2x de recorte), o que pesa contra o Ultra em versatilidade. De dia a nitidez é excelente, inclusive em contraluz total. À noite surpreendeu bastante, com ruído baixíssimo, embora perca um pouco de textura fina. A ultrawide noturna é o ponto fraco, com cantos moles e mais ruído. Contra o S26 Ultra, a briga é ombro a ombro na principal — às vezes prefiro o tom de pele do iPhone, mas o alcance do Ultra ainda ganha.
No software, está o maior trunfo: iOS 26 com anos de atualização garantida, fluidez intacta com o tempo, ecossistema integrado. O trade-off é a liberdade menor do iOS frente ao Android.
De preço, o iPhone 17 parte da casa dos sete mil reais nas lojas oficiais, motivo pelo qual fui atrás dele na Shopee, onde saiu mais em conta (recomendo sempre checar reputação do vendedor).
Conclusão: é o melhor compacto que testei em muito tempo, ótima entrada pra quem vem de iPhone antigo ou de Android. Mas não foi suficiente pra me tirar do S26 Ultra, a câmera mais versátil, a bateria de dois dias, a caneta, a tela maior e a liberdade do Android ainda seguram mais. Ainda.
















