Missão de treinamento para viver em Marte chega ao fim

Para a missão, que encerrou no último domingo (28), seis cientistas permaneceram isolados em uma barraca de menos de 11 metros de diâmetro e com seis metros de altura.

Por | @RafaelaPozzebon Ciência

Após um ano, chega ao fim a missão que tinha como objetivo simular a vida em Marte. O Hawaii Space Exploration Analog & Simulation (HI-SEAS) trata-se de um projeto coordenado pela Universidade do Havaí e tem como propósito simular as condições do terreno de Marte para entender como seria passar um período no planeta.

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Para a missão, que encerrou no último domingo (28), seis cientistas permaneceram isolados em uma barraca de menos de 11 metros de diâmetro e com seis metros de altura, que estava instalada perto do vulcão Mauna Loa, no Havaí. O local foi escolhido por oferecer solo semelhante ao de Marte.

Para poder recriar as condições de uma viagem ao Planeta Vermelho, os cientistas contavam com um sistema de comunicação que funcionava com 20 minutos de atraso, que simula exatamente o tempo em que a comunicação entre a Terra e Marte demora.

Missão de treinamento para viver em Marte chega ao fim

Para acessar o exterior da barraca, os cientistas, que envolviam áreas da medicina, arquitetura, físicas, entre outras, só podiam circular usando trajes especiais similares aos usados por astronautas. Além disso, eles precisavam administrar os recursos disponíveis antes que esgotassem.

A experiência do HI-SEAS foi a segunda mais longa para simular uma viagem a Marte. A primeira ocorreu na Rússia, com 520 dias. O projeto atual contou com o financiamento da Nasa. Os dados da missão estão sendo avaliados por pesquisadores do comportamento humano para determinar os pontos importantes do entrosamento e convivência entre os cientistas.

O pesquisador francês Cyprien Verseux, que participou experiência, disse que a simulação comprova que seria possível uma missão ao Planeta Vermelho. "Acredito que os obstáculos tecnológicos e psicológicos possam ser superados", observou.

A alemã Christiane Heinicke, que também fez parte da simulação, disse que ela e seus colegas conseguiram encontrar água em meio a um ambiente seco. "É possível obter água de um solo aparentemente seco. Isso funcionaria em Marte."

Uma missão simulada está prevista para ocorrer em janeiro de 2017. A próxima equipe irá contar com profissionais de outras áreas, que viverão como se estivessem em Marte por oito meses.

Os interessados em participarem do projeto podem se inscrever através deste link até 5 de setembro.

Mais sobre: nasa, marte, missao
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