Em 2015, quantidade de malwares triplicou para dispositivos móveis

O sequestro de dados, que é conhecido como ransonware, cresceu de 18.478 para 94.344 no mesmo período.

Por | @oficinadanet Tecnologia

As ameaças virtuais, ao longo do tempo, ganharam ainda mais destaque, não somente pela sua complexidade, mas também pelo grande volume. Conforme um relatório divulgado pela Kaspersky, o número de malwares existentes para dispositivos móveis triplicou entre 2014 e 2015.

No ano passado, também, um grande número de ataques em que hackers sequestravam dados e pediam resgate foi reportado. Neste caso, o aumento foi de cinco vezes em relação a 2014.

Sendo assim, a agência de segurança destaca que a quantidade de aplicativos maliciosos para smartphones e tablets teve aumento de 295.539 em 2014 para 884.774 em 2015. O sequestro de dados, que é conhecido como ransonware, cresceu de 18.478 para 94.344 no mesmo período. Ao que indica, os cibercriminosos estão investindo cada vez mais no roubo de dados seguido de pedido de resgate, já que pode ser uma forma mais simples de arrecadar dinheiro.

Em 2015, quantidade de malwares triplicou para dispositivos móveis

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“Conforme os dispositivos móveis se tornam cada vez mais práticos, os cibercriminosos desenvolveram ataques mais sofisticados para tentar roubar o dinheiro dos usuários”, comenta o analista sênior de malware da Kaspersky Lab no Brasil, Fabio Assolini. “Para ficar seguro, não deixe de usar uma solução antimalware para dispositivos móveis de confiança. Lembre-se de que é melhor prevenir a ameaça do que lidar com os prejuízos após uma infecção”, disse ainda.

A Kaspersky revelou ainda no relatório que, praticamente a meta dos 20 principais trojans de 2015 eram distribuídos através de publicidade invasiva em smartphones e tablets. Eles apareciam em banners maliciosos, jogos infectados e ainda outros aplicativos.

A empresa de segurança citou um trojan que tem como alvo os usuários de aparelhos equipados com o sistema Android, o Triada. Os especialistas alertam para a  sua complexidade.

 "É sigiloso, modular, persistente e foi criado por cibercriminosos muito profissionais", disse a Kaspersky Lab em seu site. "Os dispositivos que usam as versões 4.4.4 e anteriores de Android OS estão em risco", disse ainda.

 

Como posso me defender?

Como vimos, os malwares estão à solta, e nós, usuários, precisamos estar sempre atentos para garantirmos nossa privacidade na rede, além de evitar transtornos com roubos de senhas e outros tipos de ataques.

Assim sendo, um bom antivírus é o primeiro passo para garantir o mínimo de cuidado no seu dispositivo. Além disso, as regrinhas básicas e super conhecidas: não baixar aplicativos de lojas não oficiais, não abrir mensagens suspeitas, reforçar a senha de acesso ao aparelho, fazer backups periódicos do conteúdo do aparelho, não entrar na internet através de redes desconhecidas e ainda manter o Bluetooth desligado quando não estiver em uso.

As dicas, claro, são da própria kaspersky, que além de alertar sobre os perigos, reforça os cuidados que devemos ter.

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