Milhares de pessoas ainda não tem acesso à internet

Brasil aparece em nível intermediário em relação ao acesso à internet mundia. Países desenvolvidos chegaram a níveis de saturação, diferentemente de muitos países pobres.

Por | @RafaelaPozzebon Internet

Nesta segunda-feira (21), a Comissão de Banda Larga da organização das Nações Unidas informou que o crescimento no número de pessoas com acesso à internet está desacelerando, e  mais da metade da população mundial ainda não conta com a rede. No planeta, 57% da população continua sem acesso à rede, ou seja, cerca de 4 bilhões de pessoas.

Em países ricos, o acesso à internet chega para quase toda população. Diferentemente nos países subdesenvolvidos, em que 90% das pessoas dos 48 países mais pobres não contam com nenhuma experiência de conexão, informou o relatório.

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Na Islândia, a taxa de usuários da rede é de 98% contra 96% na Noruega e Dinamarca. O contrário ocorre em países pobres, como na Guiné, em Somália, em Burundi, no Timor Leste e na Eritreia, menos de 2% dos cidadãos têm acesso à rede.

O Brasil aparece em uma posição intermediária. Com 57% da população com acesso à rede ao final de 2014.

A taxa de crescimento de acesso à internet está em baixa, sendo que neste ano ficará em 8,1%. Em 2014 a taxa foi de 8,6%.  "Chegamos a um ponto de transição no crescimento da internet", assinala o relatório.

A comissão, que foi criada em 2010 pela União Internacional das Telecomunicações e a Unesco, a agência científica e cultura da ONU, disse que é praticamente impossível que o número de quatro bilhões de usuários de internet seja alcançado antes de 2020.

O documento ainda diz que o número de novos usuários do Facebook está mais acelerado que o de usuário da internet.

"Mais da metade da população mundial - cerca de 57%, ou mais de 4 bilhões de pessoas - ainda não usa a Internet regular ou ativamente", diz o relatório.

De acordo com o relatório, a desaceleração da chegada da internet está ligada ao alto custo de estender a infraestrutura de última geração para usuários de áreas remotas e também rurais, e também a uma queda no crescimento da aquisição de celulares no mundo.

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