Spotify altera política de privacidade e não agrada usuários

Com sua permissão, nós podemos coletar informações armazenadas em seu dispositivo móvel, como contatos, fotos ou arquivos de mídia, diz um dos trechos das novas regras.

Por | @RafaelaPozzebon Redes sociais

No meio da semana, o Spotify alterou os seus termos de privacidade, o que gerou uma onda de descontentamento entre os usuários. Entre as mudanças, o serviço pode agora ter acesso a informações pessoais como fotos, contatos e ainda a localização dos usuários.

No novo acordo o Spotify relata quais informações coleta dos usuários e ainda o modo em que isso é feito. Assim, no ato do registro, as pessoas fornecem o nome de uso, senha, endereço de e-mail, data de aniversário, gênero, endereço, CEP e país. Se os usuários possuem uma conta no Facebook como forma de acesso, acabam disponibilizando ainda a imagem de exibição e outras fotos, e também nomes dos amigos na rede social.

A mudança não agradou os usuários do serviço de streaming. “Com sua permissão, nós podemos coletar informações armazenadas em seu dispositivo móvel, como contatos, fotos ou arquivos de mídia”, diz um dos trechos das novas regras.

Spotify altera política de privacidade e não agrada usuários

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“Dependendo do tipo de dispositivo que você usa para interagir com o serviço e as configurações dele, nós podemos coletar informações sobre a sua posição, baseada, por exemplo, na localização do GPS do celular ou outras formas de localização de dispositivos móveis, como Bluetooth”, diz ainda.

Nas redes sociais, vários usuários exaltaram a sua indignação com a mudança. No Twitter, por exemplo, até bate-boca entre o criador do Minecraft, Markus Persson, e o fundador do Spotify, Daniel Ek foi registrado.

“Olá, Spotify. Como consumidor, eu sempre amei o seu serviço. Vocês são a razão para eu ter parado de piratear música. Por favor, considerem não serem perversos”, escreveu Persson nesta sexta-feira (21).

 “Notch, você já leu nosso blog? Nós explicitamente iremos perguntar quando formos usar a câmera ou o GPS. Ambas, entretanto, mudam a imagem da playlist e o recurso de corrida”, respondeu Ek. “Essa função é típica para invasão de privacidade. Eu não quero nenhum desses recursos. Eu só quero fazer streaming de música”, continuou Persson.

“E de novo é somente ‘se’ você usar alguma dessas funções que iremos pedir permissão para isso”, disse Ek.

Persson respondeu com um próprio trecho da nova política de privacidade: “Se você não concorda com os termos da política de privacidade, então, por favor, não use o Spotify”.

Fonte: G1

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