Cientista afirma ter desenvolvido cérebro humano em laboratório

O cérebro, do tamanho de uma ervilha, conta com várias células, e com todas as principais regiões do cérebro e ainda uma medula espinhal, porém, sem sistema vascular.

Por | @oficinadanet Ciência

Cientistas americanos deram um passo importante no que diz respeito às doenças neurológicas. De acordo com eles, conseguiram fazer crescer um pequeno cérebro humano.

O professor da Universidade Estadual de Ohio, Rene Anand, disse que fez crescer um cérebro com maturidade semelhante a de um feto de cinco semanas.

“Nós não temos estímulos sensoriais. Este cérebro não está pensando de forma alguma”, explica Rene Anand, professor da universidade e um dos responsáveis pelo projeto.

Cientista afirma ter desenvolvido cérebro humano em laboratório

Leia também:

"Não apenas se parece com um cérebro em desenvolvimento, seus diversos tipos de células expressam quase todos os genes como um cérebro", disse Anand.

O cérebro, do tamanho de uma ervilha, conta com várias células, e com todas as principais regiões do cérebro e ainda uma medula espinhal, porém, sem sistema vascular, disse a Universidade.

O modelo foi desenvolvido a partir de células de pele humana, e de acordo com os cientistas, este é o modelo mais completo de cérebro desenvolvido até então.

"O poder deste modelo de cérebro é um bom presságio para a saúde humana porque nos dá opções melhores e mais relevantes para testar e desenvolver tratamentos que em roedores", afirmou Anand em um comunicado.

O trabalho foi apresentado na terça-feira (18) durante o evento militar sobre saúde na Flórida.

De acordo com a Universidade Rebe Anand e um colega fundaram uma empresa em Ohio para comercializar o sistema de crescimento cerebral.

Se a técnica for realmente viável, ela poderá ser usada futuramente no tratamento de doenças neurológicas. “Se você tem uma doença hereditária, por exemplo, você poderia nos dar uma amostra de células da pele, poderíamos fazer um cérebro e, em seguida, perguntar o que está acontecendo”, explica o pesquisador. 

Mais sobre: tecnologia cerebro ciencia
Share Tweet
Recomendado
Comentários
Destaquesver tudo