2014 pode ser o ano mais quente dos últimos tempos, informa a OMM

O ano de 2014 está se aproximando de seu fim, mas ainda poderá ficar marcado na história atual, o ano mais quente já registrado até hoje.

Por | @oficinadanet Ciência

Quem indica isso é a Organização Meteorológica Mundial – OMM, que nesta última quarta-feira, 03 de dezembro, apresentou seus estudos preliminares na Conferência Climática das Nações Unidas, em Lima, no Peru.

Durante a “COP 20”, a agência da ONU apresentou também uma prévia do relatório denominado “Status Global do Clima 2014”, em que a mesma aponta que de janeiro a outubro de 2014, a temperatura média global, incluindo os oceanos, foi de 14,57 graus centígrados, ou seja, 0,57 graus acima da media registrada entre os anos de 1961 a 1990, tempo esse usado com referência pela Organização Meteorológica Mundial.

O recorde atual era de 0,55 grau centígrado acima da média e o mesmo havia sido registrado em 2005 e 2010. Segundo a OMM, se a temperatura do mês de novembro, juntando o mês de dezembro, continuarem a seguir essa média, o ano de 2014 com certeza será o ano mais quente desde 1850, quando se deu início a esses registros.

2014 pode ser o ano mais quente dos últimos tempos, informa a OMM

Ainda em relação ao estudo preliminar apresentado na COP 20, a OMM informa que a confirmação oficial deverá acontecer somente no primeiro trimestre do próximo ano, mas ela mesma indica que já é possível admitir que dos últimos 15 anos mais quentes da história registrados, 14 deles foram registrados no século 21.

Em nota, o secretário-executivo da Organização Meteorológica Mundial, Michel Jarraud, informou que: “O que estamos vendo nesse ano é consistente com o que esperamos de um clima em mudança; as emissões recordes de gases-estufa, associados às concentrações de gases na atmosfera estão encaminhando o planeta para um futuro perigoso e incerto”.

Vale salientar que a análise da OMM é feita a partir de dados obtidos pela Agência Americana Oceânica e Atmosférica, mais conhecida como NOAA, além dessa, outras duas agências colaboram com os dados, bem como a Agência Espacial Americana – NASA e a Universidade de East Anglia, do Reino Unido.

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