Vírus para iPhone monitora manifestantes em Hong Kong

Governo chinês pode ter implantando software malicioso em iPhones de manifestantes.

Vírus para iPhone monitora manifestantes em Hong Kong
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Na última terça-feira (30), a empresa de segurança Lacoon divulgou que encontrou um software espião para iOS, o sistema operacional da Apple, que está sendo usado para monitorar manifestantes em Hong Kong. O chamado "Xsser" é capaz de fornecer acesso remoto às informações que estão armazenadas em iPhones e iPads aos desenvolvedores do software.

Os protestos em Hong Kong estão acontecendo em virtude da insatisfação da população com a decisão do governo chinês de indicar os candidatos da próxima eleição no território. Os manifestantes querem que as eleições sejam livres em 2017.  

Através do Xsser é possível ter acesso a informações como torpedos SMS, mensagens instantâneas, e-mail, localização, nomes e senhas dos usuários, bem como fotos, registros de chamadas e informações de contato. "É o primeiro cavalo de troia ligado a atividades cibernéticas do governo chinês", disse a empresa.

Ao que tudo indica, o software propaga-se através de uma mensagem no WhatsApp. De repente, os usuários são surpreendidos com a mensagem "Veja este app para Android criado pela Code4HK (comunidade de programadores que apoiam as manifestações) para a coordenação do OCCUPY CENTRAL". Juntamente com a mensagem há um link para download. A mensagem cita apenas o Android, porém o vírus também afeta um aparelho iOS desbloqueado. O software para iOS foi descoberto enquanto a empresa de segurança investigava o software semelhante ao Xsser para Android.

Para que o software malicioso consiga ser instalado em um aparelho iOS, o usuário precisa ter feito um jailbreak no seu aparelho, deste modo ele fica vulnerável. Vale notar que os aparelhos da Apple não permitem a instalação de aplicativos de origem desconhecida, ao menos que eles estejam desbloqueados.

Conforme a Lacoon, os dois softwares espiões, tanto para iOS quanto para Android, recebem ordens e enviam dados para o mesmo servidor de controle.

"Esta é a primeira vez que vemos um malware para iOS tão sofisticado operacionalmente ser desenvolvido por um grupo chinês", disse o CEO da empresa de segurança Lacoon, Michael Shaulov.

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