Dados apontam prejuízo nos cofres da Sony em 2014

Estimativa para o ano fiscal que se encerra em março de 2015, não agrada a direção da empresa japonesa Sony.

Por | @oficinadanet Negócios

Se os contadores de sua empresa previssem um prejuízo líquido no ano fiscal na casa dos bilhões, o que você faria? Para muitos, poderia representar o fim da companhia, mas para outros, apenas um ano que não foi muito bem, e é mais ou menos por essa situação que está passando a toda poderosa Sony, que tem previsto um prejuízo líquido de R$ 5 bilhões para o ano fiscal ou na moeda local, um prejuízo de 230 bilhões de ienes.

Segundo informações, a companhia japonesa obteve uma queda significativa em sua estimativa de prejuízo líquido no dia de hoje, onde declarou que desde 1958 não passava pro uma situação destas. De acordo com estas estimativas, a Sony apontou uma perda operacional por volta de 40 bilhões de ienes, bem diferente dos últimos dados apresentados em julho, quando foi sinalizado um lucro por volta dos 140 bilhões de ienes.

Desde que assumiu como presidente-executivo da companhia japonesa, em 2012, prometendo colocar a divisão de eletrônicos da Sony nos eixos, Kazuo Hirai, já passou por seis revisões negativas. Em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira, 17 de setembro, Hirai disse que: “Esta é a primeira vez que não pagamos dividendo e sentimos essa responsabilidade, enquanto administração, muito forte”.

O grande vilão desta queda significativa de acordo com suas estimativas, é a deterioração de seus ativos incluídos dentro de seu plano empresarial para a área de telefonia celular que ocorreu entre os meses de julho a setembro deste ano, informou a própria empresa.

Hirai ainda declarou que a companhia estava procurando expandir a divisão de celulares, mas com essa estimativa, eles irão rever suas decisões, aonde ainda declarou dizendo que: “A companhia terá que cortar cerca de 15% dos funcionários na unidade de aparelhos móveis no final do ano fiscal que se encerra em março de 2015, para assim podermos ter um foco nas elevações de lucros estáveis, mas mesmo com esses futuros cortes, pretendemos manter a unidade como uma das três divisões principais de eletrônicos da Sony”.

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