Netflix vai completar 22 anos de mercado no dia 29 de agosto. Desde 1997 a marca de streaming cresceu consideravelmente, chegando a 152 milhões de assinantes em 190 países. No entanto, parece que a previsão para os próximos anos não é nada otimista

De acordo com Celso Fortes, empreendedor da agência digital Novos Elementos e especialista no desenvolvimento de tecnologias online, a Netflix terá grandes desafios tanto na conquista e permanência de novos usuários quanto também de acionistas que investem na empresa. 

É preciso lembrar que hoje em dia a Netflix não é mais o único canal de streaming disponível. Hulu, Amazon, BBC, Hotstar e YouTube são concorrentes fortes que, só em 2019, vão firmar parcerias com empresas gigantescas como Disney, Apple, WarnerMedia e NBCU.

 

"O modelo de negócios da Netflix é baseado na capacidade de prender a atenção dos consumidores dentro da plataforma. Ainda assim, com a chegada desses novos serviços de peso como a Disney e a Apple, a Netflix terá que competir fortemente na capacidade de entrega e atração de grandes produtos. A Disney, por exemplo, trará séries derivadas do universo Marvel, como o arrasa quarteirões dos Vingadores e outros heróis. A Netflix terá que mostrar cacife para contar histórias tão atraentes quanto essas que já contam com o aval do grande público e do mercado", aponta Celso Fortes.

Mas não é como se a Netflix visse parada essa mudança de cenário. No último balanço divulgado aos acionistas em julho, a empresa de streaming informou estar preparando o terreno para diversificação de receitas. O documento também relata a parceria já firmada entre Netflix e Fortnite, Coca-Cola, Nike e Burger King. 

"Por ser a marca mais antiga desse mercado, certamente a Netflix lançará mão de cartas na manga para seguir mantendo uma audiência ampla e acostumada com ela. Contudo, será uma batalha de formatos que trará muitas inovações e novas histórias para o público consumir. Toda concorrência é bem vinda e quem tende a ganhar é o usuário que poderá escolher as melhores opções para si", diz Celso Fortes.