Porque graves potentes e volume alto não são sinônimo de qualidade [o básico sobre fones]

No geral, muitos acreditam que fones de ouvido com graves “potentes” e que conseguem reproduzir a música com um “volume alto” são produtos de qualidade. Porém, esse pensamento não é correto por vários motivos, e você entenderá o porquê neste artigo.

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Porque graves potentes e volume alto não são sinônimo de qualidade [o básico sobre fones]

No geral, muitos no Brasil, talvez pela falta de variedade ou oportunidade de experimentar, acreditam que fones de ouvido com graves "potentes" e que conseguem reproduzir a música com um "volume alto" são produtos de qualidade. Porém, esse pensamento não é correto por vários motivos, e você entenderá o porquê neste artigo.

Graves "potentes"

Quando a pessoa caracteriza o som do fone com graves "potentes", na maioria das vezes ela quer dizer que a frequência de som na faixa dos graves possui punch, ou seja, impacto, ataque, o que alguns classificam vulgarmente por "batida". Porém, os graves de um fone, para ter qualidade não devem possuir somente essa característica, eles devem ser controlados, definidos, possuir corpo, extensão, textura. Para entender os adjetivos aqui citados para caracterizar o som, acesse este artigo.

É interessante que os graves possuam um certo controle, definição, pois sem essa característica, irá ocorrer a invasão das outras frequências (médios e agudos), tornando o som apagado, velado, sem nitidez.

Porque graves potentes e volume alto não são sinônimo de qualidade [o básico sobre fones]

Se os graves não possuírem extensão, eles não terão profundidade, cortarão certos trechos de músicas, tornando a reprodução artificial.

Os graves devem possuir certo corpo também, certa massa, para que passem a sensação de timbre mais natural durante a reprodução de um som. Existem muitos fones de ouvido por aí que possuem graves com punch, mas ocos, sem massa.

Volume alto

Volume alto

Essa descrição é um tanto quanto esquisita, mas tentarei elencar alguns motivos que levam a pessoa a ter essa sensação.

  • Sensibilidade e impedância

O primeiro elemento é a questão da sensibilidade e impedância que o fone de ouvido possui. Para que o fone toque bem e consiga chegar a um "desempenho satisfatório", ele tem um nível de exigência, que pode ser pequeno se a impedância possuir um nível baixo e a sensibilidade alta. Nesse caso a utilização de um smartphone ou notebook já é mais do que o suficiente para que o fone de ouvido toque bem.

Há fones que possuem uma necessidade maior para tocarem de forma satisfatória, são aqueles que possuem uma impedância alta e uma sensibilidade mais baixa. Nesse caso é ideal que se use um amplificador dedicado, do contrário, se o usuário utilizar um notebook ou smartphone ou uma placa de som onboard para ouvir o fone, o volume será baixo. Para entender melhor sobre amplificação, leia este artigo.

  • Graves e agudos pronunciados

Quando os graves e agudos são pronunciados, da a impressão de que o volume geral do som está alto. Mas, na verdade, é somente a característica sonora do fone, que no caso possui uma assinatura em V (graves e agudos pronunciados e médios recuados).

Os graves nesse caso geralmente possuem mais punch e por vezes não possuem muito controle, se espalhando onde não deveria (invadindo outras frequências).

Já os agudos, geralmente possuem mais atividade nos médio agudos, que são a faixa que os nossos ouvidos possuem mais sensibilidade e fatigam rápido quando a picos.

  • Amplificação

A qualidade da amplificação pode variar de fonte para fonte (smartphones, notebooks, players, tablets, desktops etc.). Quanto melhor o sistema de amplificação do dispositivo, mais fácil será de "empurrar" (saiba mais aqui) o fone, para ele tocar com mais dinâmica, graves mais encorpados e agudos com mais extensão.

Nós temos variação na qualidade de áudio de um celular para outro ou de ou notebook para outro ou de uma placa mãe de um desktop para outra. A não ser que o dispositivo não possua uma saída para fones de ouvido e o usuário utilize fones de ouvido Bluetooth. Neste caso, o que irá influenciar é o fone Bluetooth em si e o suporte aos codecs (saiba mais sobre aqui).

  • Experiências passadas

Por vezes a pessoa não experimentou fones que possuem uma boa dinâmica, definição, detalhamento, separação entre os sons etc. Quando ela encontra todos estes elementos, fica sem saber como caracterizar o som e fala simplesmente que é alto por estar identificando com mais clareza certos sons, com diferentes volumes em diferentes faixas do espectro do som (graves, médios e agudos).

Isso é normal, pois a partir do momento que se conhece fones de ouvido com mais capacidades (palco sonoro, definição, extensão, dinâmica, detalhamento etc.) a pessoa passa a observar com outros olhos a música e os fones que ela pega.

Esse artigo é feito em parceria com o Grupo Fones de Ouvido High-End:

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