Pesquisador de IA é afastado da Google por ter cometido assédio sexual em 2010

Porta-voz da Google diz que os fatos estão sendo averiguados.

Por | @fsbeling Google

Na sexta-feira (15), a Google suspendeu Steven Scott, pesquisador sênior de inteligência artificial por conduta sexual inapropriada. O pesquisador de IA estava na companhia desde 2008, mas esteve envolvido em um caso de assédio sexual, que acabou resultando no seu afastamento da empresa.

A cientista de dados Kristian Lum foi quem trouxe o caso a tona após publicar um post no Medium. De acordo com ela, um homem que chama de “S” a teria tocado de maneira inadequada durante uma conferência realizada em 2010. Lum ainda cita que mais uma mulher teria sido vítima deste homem com investidas inapropriadas.

Pesquisador é afastado por conduta sexual inapropriada em 2010.Pesquisador é afastado por conduta sexual inapropriada em 2010.

No entanto, a Bloomberg conseguiu contatar algumas fontes bem informadas sobre o caso, e confirmou que o homem em que a cientista está falando é o Scott. O texto, cujo título é "Statistics, we have a problem", que em português significa “Estatísticas, nós temos um problema”, a cientista Lum descreve que logo após a conferencia foi nadar com um grupo de participantes, momento o qual “S” teria a garrado debaixo da água e teria tentado leva-la para longe das outras pessoas, ela diz “"Lutei suavemente no início e depois com mais força, e ele me deixou ir".

Além disso, Lum ainda cita que o “S” teria além dela, tentado se aproximar de uma amiga, estudante de pós-graduação, na tentativa de fazer sexo. Mas o caso não é isolado, de acordo com ela, existem mais incidentes deste tipo que envolvem o “S” e mais homens.

A cientista Kristian Lum concluiu “Precisamos começar a responsabilizar os indivíduos proeminentes pela forma como seu comportamento inadequado afeta negativamente as carreiras dos colegas júnior."

No entanto, Scott diz que gostaria muito de contar o seu lado da história, mas que no momento somente o departamento de RP da Google pode falar sobre o caso. Gina Scigliano, porta-voz da empresa, informou que os fatos estão sendo averiguados.

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