Quais MMORPGs ainda valem a pena jogar em 2020?

FFXIV, WoW, Tera, Icarus, Guild Wars 2, Albion, Black Desert, The Elder Scrolls Online, será que eles se mantiveram? Confira:

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Boss Fight em Final Fantasy XIV - Fonte: Balphagor - Reddit
Boss Fight em Final Fantasy XIV - Fonte: Balphagor - Reddit

Quem realmente é fã de MMOs sabe como é difícil encontrar um novo título para jogar. Sabe também como é frustrante ver o título que você joga atualmente decair. Por isso, preparamos uma lista de análises sobre quais MMORPGs ainda valem a pena jogar em pleno 2020. Alguns morreram, outros estão mais vivos que nunca. Há também aqueles específicos para um ou outro público. O critério utilizado para formar essa lista é uma experiência pessoal de anos jogando todos os títulos abaixo. Portanto, games muito novos não entrarão aqui pelo simples motivo de não existir ainda tempo para avaliar seu desempenho.

Final Fantasy XIV

Um dos principais e mais bem avaliados MMORPGs desde de seu relançamento, FFXIV segue com uma base de players fiéis e contentes e por isso abre essa lista. Tratando-se de um game caro, buy-to-play e ainda com subscription obrigatória, FFXIV é um investimento no entretenimento de fato. Porém, esse formato permite que a manutenção do jogo em si seja exemplar, com conteúdo novo chegando sempre, um universo gigantesco, pouquíssimos problemas técnicos e abraçando desde novos players até quem realizou a pré-compra.

Final Fantasy XIV teve, porém, um grande problema no seu lançamento, sendo terrivelmente avaliado e com diversos bugs, ficando em funcionamento oficialmente de 2010 até 2012, apenas. A tentativa da Square Enix de criar um game multiplataforma foi, até então sem sucesso. O jogo funcionava apenas no PC, com discordâncias com a Xbox Live que impediu seu lançamento no 360, enquanto a versão de PS3 era constantemente adiada. Devido às críticas negativas que em muito mancharam a imagem da empresa e da franquia, o game saiu do ar e foi completamente refeito para ser relançado em 2013 com muita coesão e beleza. Desde então FFXIV segue nos Top MMORPGs de cada ano. Aqui no Brasil, porém, não é muito fácil pagar o game, suas expansões e sua assinatura mensal em dólar. Mas o game só consegue se manter assim nesse formato (algo muito raro hoje em dia) pela qualidade excelente que entrega aos jogadores já fidelizados.

Se cabe no seu bolso, é certamente um jogo que tem o potencial de te dar milhares de horas de conteúdo diferenciado entre si e muita narrativa envolvente típica da franquia Final Fantasy. O sistema de Dungeons e Boss fights cooperativo abrange dezenas de jogadores ao mesmo tempo e é certamente a maior referência desse sistema, exigindo paciência, muita estratégia e sinergia do time. Seu sistema PvP, porém, é muito fraco, FFXIV é feito para amantes de RPGs open world, com um universo belíssimo e para jogar colaborativamente, não para quem gosta de competitividade. Mas se trata de um jogo perfeito para jogadores PvE, que curtem um verdadeiro role-playing, interagir com gente de todo o mundo e verdadeiramente relaxar jogando.

Hoje o preço da edição completa (com todas expansões) sai por US$ 59.99, ou praticamente R$ 250,00, preço de jogos de lançamento nos consoles. Já a mensalidade mais básica fica por US$ 12.90, ou R$ aproximadamente 53 reais.

World of Warcraft

Um clássico que até hoje mantém uma enorme quantidade de players fiéis. Sempre segue com conteúdo novo e é basicamente o game que criou o estereótipo de MMORPG Online de fantasia. Então, para quem realmente é fã do gênero ou do universo, WoW sempre será uma alternativa. Se trata da opção que simplesmente não tem erro, mas pode não ser um game apaixonante para todos e pode não compensar o investimento dependendo das exigências de cada um. Os gráficos no WoW não são de última geração, tal qual sua jogabilidade. Tenha em mente que é um clássico que tem mecânica clássica, visual clássico e é classicamente buy-to-play e com sistema de alternativo de subscription que te dá acesso a tudo sem necessidade de comprar. É certamente mais barato que o FFXIV no final das contas. A expansão mais recente, porém, se faz necessária comprar. Mas o game se tornou free-to-play até o level 20, então é completamente possível testar seus gostos antes de decidir se de fato irá investir seu dinheiro.

Albion Online

Albion tem uma excelente proposta de game. Com gráficos simples, mas artísticos e de personalidade, o game entrega o que propõe. Um MMORPG sandbox cujo enfoque é no PVP, crafting e guerras territoriais e comerciais. O jogo cria uma mecânica onde os jogares fazem o mercado. Cada coleta ou crafting que chega a ser vendido afeta os preços de cada item. Isso cria uma excelente oportunidade de trazer estratégia econômica muito mais inteligente para um game RPG de fantasia.

O sistema de classes também é extremamente maleável, sem níveis, mas de proficiência em cada tipo de equipamento que se usa, podendo criar inúmeras combinações. Suas skills também são ligadas ao que se veste, fazendo com que dinheiro, comércio e batalhas sejam o tripé do game. Se trata de um jogo que tantos jogadores casuais quanto hardcore podem gostar.

Atualmente Albion Online é free-to-play, com compras dentro do game e sistema não obrigatório de subscription. Mas para efetivamente conseguir ser alguém dentro do game e não sofrer nas mãos de players agressivos (PK), a assinatura é essencial. Então, Albion vale muito a pena jogar atualmente se você estiver disposto a pagar. Jogar somente a versão free-to-play é no mínimo frustrante e decepcionante após poucos dias de gameplay.

Black Desert Online

Simplesmente o melhor MMO PvP de ação. Black Desert exige dedos para vencer seus oponentes, com mecânicas de batalha fenomenais e um sistema PvP tanto individual quanto em grupo (que pode até mesmo incluir centenas de players numa mesma fight) sem igual. Os gráficos são espetaculares, mas exigem um computador a altura, principalmente para aproveitar o PvP e guerra de guilds (que é o melhor que o game tem a oferecer). Porém, diferente dos games anteriores, jogar casualmente Black Desert é difícil, pois a competitividade é a chave do game. Ficar para trás implica em não poder usufruir de conteúdo PvP, que é o melhor do jogo.

Para crescer dentro do game e melhorar seus equipamentos, a sorte é que rege seu destino. Aprimoramentos de equipamentos dependem demais da sorte, e não tanto de seu mérito. Sua força também depende de sua sorte nos drops de Boss, enquanto fazer dinheiro e juntar recursos para tentar melhorar seus itens implica e muitas horas de farm repetitivo, mecânico e chato. Black Desert só vale a pena jogar como um game de ação e PvP, não exatamente como um RPG, porque o universo PvE é muito fraco e o sistema de aprimoramento de itens é talvez o mais frustrante da atualidade.

Black Desert é um game Buy-to-Play, onde sua versão mais barata está por R$ 35. O game não tem sistema obrigatório de subscription, mas para poder jogar efetivamente é necessária a ativação de um buff premium que pode ser comprado com dinheiro real ou no mercado in-game, o que permite que o game não implique em gastos mensais.

Icarus Online

Pouco a se falar aqui. Originalmente Riders of Icarus foi lançado como Icarus Online no Brasil pela Gameflip, para pouquíssimo tempo depois o título ser vendido para Valofe no final do ano de 2019. Isso acarretou em muita dor de cabeça para os players, que tiveram que passar por uma transição obrigatória de contas Gameflip para Valofe de maneira completamente caótica. Até hoje, players podem baixar gigas e gigas do game no site da Gameflip para não conseguir abrir o game justamente porque não existe mais servidor. Faltou muita comunicação e coordenação nessa transição, mas o pior é que até agora os players que migraram suas contas mantiveram seus personagens, mas não seus itens, que são praticamente tudo em um MMORPG.

No momento, jogadores antigos deixaram o game, novos jogadores não conseguem jogar o game, bugs estão às soltas e o maior conselho é: fuja de Icarus, não perca seu tempo. Talvez a Valofe consiga fazer um milagre no futuro e revitalizar o game, que inclusive tem uma boa proposta e diferencial, com batalhas aéras, montarias infinitas e caça de criaturas para domá-las.

Pelo menos, Icarus é free-to-play.

Guild Wars 2

Falando em free-to-play, GW2 é o melhor MMO free-to-play da atualidade. Mesmo com compra de expansões, é completamente possível jogar o game por anos sem gastar um centavo e sem sentir que quem paga está muito na vantagem. O jogo oferece de tudo um pouco, nada excepcional, mas também sem desapontar tanto em conteúdo PvE quanto PvP. Simplesmente recomendável e vivo em pleno 2020.

Tera

Esse game tem similaridades de avaliação com Guild Wars 2. Também free-to-play, mas com gráficos muito superiores e uma mecânica de combate com muita ação e menos point and click. Seja no PvP ou no PvE, em Dungeons ou em guerras territoriais, Tera é um belo jogo. Ele exige mais do seu computador também e pode trazer complicações em cidades, com muito lag e low fps. A base de players é ok, existindo algumas dificuldades para jogadores iniciantes realizaram dungeons mais baixas e enfrentaram chefes de regiões hoje vazias.

Mas Tera ainda é um ótimo game para se começar a jogar com amigos, com visual bonito, classes interessantes e de graça.

The Elder Scrolls Online

Prometeu muito em seu lançamento, assombrado pelas expectativas criadas desde Skyrim, mas decepcionou. Começou buy-to-play com assinatura obrigatória, algo que simplesmente não conseguiu manter. Ainda é necessário comprar o game por no mínimo R$ 61,50 (Steam), mas sem assinatura obrigatória. Ela existe como assinatura Premium que acaba sendo a única maneira de deixar o jogo realmente jogável no longo prazo. Pode não ser um game ruim, o que de fato não é em seu todo, mas com opções anteriores eu não recomendaria Elder Scrolls Online em 2020.

Algumas menções honrosas com elementos de RPG recém-lançadas e que prometem:

Kurtzpel

Dauntless

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