Entenda as causas do Tsunami sucedido por um terremoto na Indonésia

A Indonésia foi atingida primeiramente por um tsunami, e logo após, por um terremot de magnitude 5. Mas afinal, qual a causa dos terremotos e tsunamis, e porque isso aconteceu lá?

Por Ciência Pular para comentários

Quase todo ano, um grande terremoto ocorre em algum lugar do mundo e chama a atenção do público. E com 2018 não foi diferente. Infelizmente, um tsunami arrasador atingiu a Indonésia no último dia 23, deixando mais de 280 mortos, e muitas pessoas feridas e desabrigadas. E após esse tsunami, um terremoto de magnitude 5.0 afetou a ilha de Sumatra. Mas o primeiro tsunami não foi causado por um terremoto, pois o terremoto ocorreu depois. Isso intrigou muitas pessoas, pois normalmente os tsunamis são uma espécie de efeito colateral do terremoto. Para entender melhor tudo isso, elaboramos esse artigo para explicar cada um desses fenômenos e entender melhor essa triste situação que ocorreu na Indonésia.

Como aconteceu o Tsunami na Indonésia?

Primeiramente, para você entender a questão da Indonésia em si, este tsunami provavelmente foi causado pelas lavas do vulcão Anak Krakatau, que está próximo ao local do desastre e atingiu o litoral em torno da ilha de Sunda, na Indonésia, no sábado à noite. 

Vulcão Anak KrakatauVulcão Anak Krakatau

Devido ao fato do tsunami não ter sido causado por um terremoto, o sistema de alarme do país não foi capaz de detectar com antecedência o tsunami. Por isso as áreas não puderam ser evacuadas, e infelizmente, muitas pessoas perderam a vida neste desastre.

É possível prever as atividades vulcânicas, mas estas atividades raramente acabam desencadeando um tsunami, e esse fenômeno pegou os órgãos responsáveis totalmente desprevenidos.

Terremoto na Indonésia

Segundo o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico, o terremoto ocorreu às 22h03, horário local (12h03 em Brasília), e aconteceu a 102 quilômetros de profundidade.

Porque na Indonésia?

A Indonésia está particularmente exposta a tsunamis porque está localizada no chamado "cinturão de fogo", a linha que virtualmente atravessa o Pacífico, e na qual freqüentemente ocorrem terremotos e erupções vulcânicas. Estima-se que 90% dos terremotos mundiais ocorram dentro dessa faixa: A maioria dos terremotos profundos e muitos intermediários e superficiais. 

Cinturão de fogoCinturão de fogo

O cinturão de fogo é a consequência direta dos movimentos recíprocos das diferentes placas tectônicas. Em setembro, mais de 2.000 pessoas morreram, depois de um poderoso terremoto com um epicentro na ilha indonésia de Sulawesi, causando um tsunami que atingiu a cidade costeira de Palu.

Abaixo, você pode ver o mapa das placas tectônicas. As áreas em verde claro são aonde há maior atividade de placas, e são aonde ficam as falhas. Como podemos observar, o local que fica a Indonésia (ao norte da Austrália) é uma área aonde há muita atividade de placas, pois há grandes falhas aí.

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Afinal, pode ter terremoto no Brasil? A resposta é sim, mas raramente vamos ter este tipo de fenômeno da mesma forma que em outros lugares do mundo. Isso porque não estamos sob nenhuma falha de placas, como você pode ver no mapa acima.

As vezes ocorrem tremores de terra no Brasil, mas isso se deve há algumas fissuras na placa tectônica sob a qual o Brasil está alocado. Portanto, não precisamos nos preocupar com este tipo de desastre no nosso país. As chances são raras.

A crosta terrestre varia de 3 a 45 milhas de profundidade (5 a 70 quilômetros). A crosta é uma casca fina e dura, que flutua na rocha mais densa e quente do manto, e é dividida em várias partes conhecidas como placas tectônicas. Estas placas estão constantemente em movimento, esmigalhando umas contra às outras, nos limites conhecidos como falhas.

Placas TectônicasPlacas Tectônicas

Ao passarem uma pelo outra, as placas tectônicas se prendem em trechos ásperos de rocha. Elas se encaixam como velcro. Entretanto, mesmo que os limites da falha estejam travados juntos, as placas ainda se movem, puxando as seções emaranhadas. Esta tração pode quebrar ainda mais a crosta terrestre, criando mais falhas perto dos limites da placa. 

Um terremoto ocorre quando a pressão acumulada ao longo de uma falha se torna mais forte do que a pressão que mantém as rochas juntas. Então, as rochas dos dois lados da falha se rompem de repente, às vezes em velocidades supersônicas. Os dois lados da falha deslizam um após o outro, liberando a pressão reprimida. A energia desta separação irradia para fora em todas as direções, inclusive na direção da superfície, onde é sentida como um terremoto.

Movimento das Placas Tectônicas que causa terremotosMovimento das Placas Tectônicas que causa terremotos

Embora as placas tectônicas deslizem a um ritmo regular ao longo do tempo, a maneira como as falhas liberam energia armazenada é diferente em cada terremoto. Todo terremoto não repete exatamente o que aconteceu antes. Às vezes há grandes terremotos, às vezes há mais de um acontecendo ao mesmo tempo, de forma irregular.

Um grande terremoto é freqüentemente seguido por tremores secundários, que são tremores menores, resultado da adaptação da crosta ao choque principal. Esses tremores secundários podem ajudar os cientistas a atacar a origem do terremoto principal, mas podem criar problemas para aqueles que sofrem suas conseqüências.

O termo japonês "tsunami" significa "onda do porto": indica uma série de ondas enormes que podem ser geradas por diferentes fenômenos - terremotos, deslizamentos de terra ou atividades vulcânicas (como no caso da Indonésia). 

Tsunami pode ser causado por atividades vulcânicas , como na Indonésia.Tsunami pode ser causado por atividades vulcânicas , como na Indonésia.

Se no "epicentro" as ondas têm algumas dezenas de metros de altura, a energia liberada provoca o movimento de uma imensa massa de água em todas as direções. Ao se aproximar das costas, o tsunami reduz a velocidade devido à diminuição da profundidade do mar. Mas como sua energia permanece quase constante, a onda aumenta de altura. 

No tsunami ocorrido em 2004 , a altura da onda ultrapassou os 15 metros; No de 23 de dezembro de 2018, fala-se em ondas de 20 metros de altura. Quando chegar à costa, esta "bomba de água" atingem tudo o que encontrar à sua frente.

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Priscilla Kinast
Priscilla Kinast Estudante de Ciência e Tecnologia na UFRGS - Universidade Federal do RS, apaixonada por inovações tecnológicas, mistérios da ciência, bem como filmes e séries de ficção científica
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